Radialista que criticava políticos é morto no Ceará

O radialista Mafaldo Bezerra Góis, de 51 anos, foi assassinado ontem em Jaguaribe, cidade a 300 quilômetros de Fortaleza. Segundo testemunhas, ele levou cinco tiros quando se dirigia para a Rádio Jaguaribe FM, localizada no centro da cidade, na qual apresentava um programa político diário.

LAURIBERTO BRAGA , ESPECIAL PARA O ESTADO, FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 02h06

O radialista teve morte imediata - os disparos lhe atingiram a cabeça, os braços e as costas. Nenhuma das cápsulas foi localizada, mas tudo indica que os tiros partiram de um revólver calibre 38. A suspeita da polícia local recai sobre dois pistoleiros tenham cometido o crime - e que fugiram numa motocicleta.

Mafaldo já havia registrado queixa na Polícia Civil, dizendo-se ameaçado de morte - mensagens com ameaças foram depois localizadas em seu celular.

A suspeita da polícia é que o ataque foi encomendado. Um inquérito foi aberto pelo titular da Delegacia Regional de Jaguaribe, Edmar Granja, para apurar o crime. Uma das primeiras tarefas é localizar a origem das ameaças encontradas no celular.

Em seu programa, Góis vinha fazendo críticas a políticos locais "e tinha muitos inimigos pelas criticas que fazia no programa", disse o delegado. Segundo a diretora artística da Jaguaribe FM, Jaqueline Leite,o programa era o mais ouvido da emissora. Ele ia ao ar de 11h ao meio-dia.

O corpo do radialista será sepultado hoje em Iguatu, no interior do Estado, a 380 quilômetros de Fortaleza.

A morte do radialista cearense, ao que tudo indica, é a primeira ocorrida no País, em 2013, claramente relacionada à atividade como jornalista.

No ano passado, com 4 vítimas fatais, o Brasil foi considerado pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), de Nova York, o quarto pior país do mundo para o jornalismo, atrás de Síria, Irã e Paquistão,

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