Quintão evita euforia e Lacerda minimiza Ibope em BH

O candidato do PMDB à prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Quintão, evitou, durante debate promovido pelo jornal Folha de S.Paulo, euforia em relação à pesquisa do Ibope divulgada hoje, que o coloca na liderança com 51% das intenções de voto, contra 33% de Marcio Lacerda (PSB), seu adversário. Lacerda, por sua vez, procurou demonstrar confiança numa virada, afirmando que pesquisas representam o "momento" da campanha."Tivemos um crescimento muito rápido e estacionamos nos 40% das intenções em relação aos votos totais", afirmou o candidato da coligação "Aliança por BH" (PT-PSB-PTB-PP-PR-PV-PMN-PSC-PSL-PTN-PTC-PRP), que tem o apoio do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), e do atual prefeito da cidade, Fernando Pimentel (PT). "Esperamos virar esse jogo e ganhar no segundo turno."O candidato do PSB explorou a declaração dada ontem por Quintão, de que o socialista não foi preso político - como normalmente declara em entrevistas, debates e no programa eleitoral -, mas teria sido detido na época por ser "assaltante". "Ele (Quintão) cometeu um erro monstruoso. Eu não sei se em função de um momento dele assim de raiva, se em função de desconhecimento da história brasileira ou se realmente porque dentro da visão de direita que ele tem", disse Lacerda, alegando que as informações são de relatórios do inquérito policial militar (IPM), que constavam confissões falsas conseguidas por meio de tortura.Lacerda também voltou à carga contra o partido do adversário. "O PMDB em Belo Horizonte e na Grande BH não tem uma boa história, todos sabem disso. Até no governo do Estado não tem uma boa história", disse ele, tendo o cuidado de isentar a gestão do ex-governador Itamar Franco."Eu participo das pessoas boas do PMDB. Todo partido tem seu problema", respondeu Quintão, que afirmou que terá os votos dos ministros petistas Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), ambos contrários ao acordo Aécio-Pimentel.DiplomaO candidato do PSB perguntou ao adversário se ele havia validado seu diploma de curso superior no Ministério da Educação (MEC), levantando dúvidas sobre sua formação superior. Em sua biografia, o candidato do PMDB afirma que é formado em Administração e Economia pela Universidade da Flórida Central. "Eu tenho um diploma, que consta formado em economia e administração de empresas e eu terei a honra de entregar para o senhor", disse Quintão.O peemedebista se irritou com algumas perguntas e chegou a provocar parte da platéia - em sua maioria apoiadores de Lacerda -, afirmando que se tratava de "militância contratada". Ele também foi questionado se era a favor do nepotismo por ter contratado familiares quando era vereador em Belo Horizonte. "Nepotismo há uns sete anos atrás (sic) não era crime. Agora é lei", justificou. Já Lacerda foi mais uma vez questionado sobre a ligação de seu nome com o escândalo do mensalão. Novamente disse que foi inocentado completamente no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios e não foi indiciado pela Polícia Federal (PF). Ao final do debate, apoiadores de Quintão cercaram um cinegrafista da campanha de Lacerda, que filmava uma entrevista do candidato do PMDB. Houve bate-boca e próprio Quintão interveio para que o incidente não acabasse em tumulto.

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