Washington Alves/Estadão
Washington Alves/Estadão

‘Quero que o Estado seja amigo de quem trabalha’, afirma Zema

Candidato do Novo pretende simplificar a lei para o empresariado, privatizar estatais e ‘profissionalizar’ gestão

Entrevista com

Romeu Zema, candidato do Novo ao governo de Minas Gerais

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 05h00

BELO HORIZONTE - Romeu Zema, candidato do Novo ao governo de Minas Gerais nas eleições 2018, tem como bandeira a simplificação da legislação estadual para facilitar os negócios. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Se eleito, qual será a principal diretriz do seu governo?

Quero que o Estado seja amigo de quem trabalha, e não inimigo, como é hoje. Minas Gerais tem, de longe, a maior e mais complexa legislação do Brasil, e o mesmo se estende para a regulamentação sanitária e ambiental.

O senhor foi muito criticado pelos adversários por propostas que não poderiam ser executadas por serem inconstitucionais, como, por exemplo, o fatiamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

No caso das estatais, o valor que elas têm de mercado é muito pouco representativo diante do déficit público de Minas. Uma eventual venda estaria longe de resolver o déficit. Se o Estado não puder privatizar como eu quero, que ao menos vá diluindo a sua posição e colocando uma gestão totalmente profissional, até que a Constituição mude e a empresa seja passível de venda.

O Novo elegeu três deputados estaduais. Como pretende governar com pouco apoio na Assembleia Legislativa?

Minha eleição sinalizará para os 77 deputados que a população quer mudança. Estarei dialogando com cada um deles individualmente, procurando conhecer o que cada um tem de problema, da sua região. Não quero levar para a Assembleia práticas de “balcão de negócios”. Vai ser difícil, mas não impossível.

O que significa ser o único candidato do Novo com chances de vencer as eleições para governador no Brasil?

Uma responsabilidade muito grande e a chance do Novo mostrar a que veio. Vamos usar esse meu provável futuro governo em Minas para mostrar que aquilo que pregamos é factível e dá resultado.

Na sua opinião, o que a sua vitória pode representar para os movimentos de renovação política?

Eu nunca fui político, é a minha primeira eleição. A minha função é oxigenar esse sistema tão fechado que, antes de tudo, parece privilegiar apenas o continuísmo.

Pesquisas indicavam que o senhor não passaria para o segundo turno, e agora o mostram bem à frente na disputa. A que atribui essa virada?

A um trabalho muito mais intenso do que o dos outros candidatos. Nenhum visitou tantas cidades, rodou tantos quilômetros. Isso fez com que eu atingisse 6% e participasse dos debates, iniciando o crescimento.

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