Dida Sampaio/AE - 25.10.2011
Dida Sampaio/AE - 25.10.2011

‘Quem solicitou apuração fui eu’, reage Orlando Silva sobre inquérito

Ministro do Esporte diz não ter visto decisão da ministra do Supremo Cármen Lúcia, mas reafirma inocência em relação a denúncias de desvios na pasta

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

26 de outubro de 2011 | 03h06

BRASÍLIA - Mesmo depois de passar a ser formalmente investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro do Esporte, Orlando Silva, reafirmou ser inocente da acusação de desvio de recursos do programa Segundo Tempo. "Quem solicitou apuração fui eu. Eu propus que fosse feita a apuração, com toda a responsabilidade que tenho. Não há nenhum fato que altere minha condição de inocente", disse o ministro em entrevista após participar de audiência na comissão da Câmara que debateu a Lei Geral da Copa, nesta terça-feira, 25.

Ele ressaltou não ter visto a decisão da ministra Carmem Lúcia, que autorizou a abertura de inquérito para investigar denúncias de fraudes e desvios de recursos em convênios no Ministério do Esporte, mas afirmou não aceitar "julgamento sumário". "O que existe é uma campanha, uma tentativa de desestabilização política. Eu não aceito julgamento sumário. Meu combate vai seguir", ressaltou.

Indagado se poderia pedir demissão, reagiu, dizendo que essa decisão cabe à presidente Dilma Rousseff. "Quem nomeia e exonera ministro é a presidente. Função de ministro é de confiança", afirmou.

Orlando aproveitou para ironizar os pedidos da oposição para que deixe o cargo. "Imagino que a oposição está muito preocupada comigo, tantos os conselhos que me dão." Durante a audiência na comissão, o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), chegou a dizer o Brasil quer vê-lo "distante do Ministério do Esporte".

Apesar de toda a pressão, durante as quase quatro horas da audiência na Câmara, ele se recusou a falar das denúncias. Os deputados da oposição fizeram diversos questionamento sobre as acusações contra ele e o ministério.

Blindado pelos governistas, Orlando afirmou que não aceitaria fazer "digressões políticas" e concentrou suas respostas sobre a questão da Copa do Mundo.

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