Quem está no ônibus não está defendendo Haddad, afirma Lula

Em ato de campanha de Padilha, ex-presidente diz que prefeito precisa mostrar realizações e diz que'às vezes xinga' petista quando está no carro e vê faixa de coletivos vazia

Carla Araújo, Agência Estado

18 de julho de 2014 | 16h59

São Paulo - Em evento de apoio à campanha de Padilha em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar publicamente de Haddad que mostre suas ações na prefeitura para fortalecer a campanha do ex-ministro. Ele chegou a citar realizações do petista na capital, como o Bilhete Único Mensal e as faixas de ônibus, e afirmou que a população não está reconhecendo o trabalho de Haddad.

"Eu as vezes estou no carro e xingo ele, fico a vendo a faixa vazia e xingo. Mas quem está no ônibus ganhando 40 minutos não está defendendo ele", afirmou. Antes, em passagem pela prefeitura ele cobrou publicamente o apoio do prefeito. "Quando eu cheguei aqui perguntei para o Haddad o que ele havia falado em seu discurso e ele me disse que tinha falado bem do Padilha. Ai eu perguntei e não falou o que fez?", afirmou.

Lula disse ainda que Haddad está apanhando "de manhã, de tarde e de noite" e que agora não é mais a hora de dar a outra face do rosto. "Temos que reagir".

Durante o ato, que percorreu o centro da capital paulista, o ex-presidente reafirmou seu apoio à reeleição de Dilma e à candidatura do ex-ministro da saúde ao governo de São Paulo."Não sei quantos votos posso conseguir para você. Mas minha prioridade vai ser sua campanha e a campanha de Dilma. Vão ser prioridades na minha vida", afirmou, dirigindo-se a Padilha em ato político realizado no centro de São Paulo.

Lula lembrou que durante a campanha que elegeu o prefeito Fernando Haddad ele ainda lutava contra o câncer. "Eu ainda estava muito abatido, falava 30 segundos e tossia", disse. "Mas mesmo assim fui para a rua." O ex-presidente deu conselhos ao candidato petista e disse que nada é mais importante do que as pessoas acreditarem em seu discurso. "Não espere que a imprensa noticie coisas boas, você tem que criar seu noticiário", disse, reforçando que o mais importante é que a imprensa "pelo menos não minta".

A fala do ex-presidente ocorre uma dia após o Datafolha divulgar a primeira pesquisa de intenções de voto no Estado após o registro oficial das candidaturas. Nela, o candidato do PT apareceu com apenas 4% das intenções de voto, atrás de Paulo Skaf (PMDB), com 16% e do governador Geraldo Alckmin, com 54%.

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesLulaFernando Haddad

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.