Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Quem é o deputado mais velho e o mais novo eleitos em 2018

Luiza Erundina, de 83 anos, vai atuar na Câmara dos Deputados a partir do ano que vem; já André Fernandes será deputado estadual com apenas 21 anos

Ana Beatriz Assam e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 05h00

Reeleita pela sexta vez deputada federal por São Paulo, Luiza Erundina (PSOL) terá 84 anos na data de posse e é a candidata mais velha eleita para um cargo nas eleições 2018. “Foi uma disputa difícil porque está difícil ler a realidade brasileira e ver para onde as coisas estavam caminhando. Temos uma parcela da população com atitude muito revoltada e intolerante", disse a deputada, que teve mais de 176 mil votos e foi uma das 15 mais votadas em São Paulo.

Com Erundina foram eleitas outras 76 mulheres - ou 15% da Câmara dos Deputados. Segundo ela, isso é resultado de um trabalho árduo. "É acúmulo de luta, de movimento das mulheres, de defesa dos direitos sociais e de debates sobre a subrepresentação das mulheres nos espaços de poder".

A deputada, que ganhou destaque nacional ao ser eleita a primeira prefeita de São Paulo, em 1988, pelo PT, diz estar preocupada com a onda de ódio que tomou conta da população nos últimos anos e afirma que focará sua atuação em um trabalho de pacificação e de educação política.

"Vivemos um período de muita desinformação. É preciso educação para entender e olhar para a história desse País, ver o que aconteceu antes, os seus reflexos no presente e para ser capaz de projetar o futuro", afirmou.

Com orientação política bastante divergente de Erundina, o youtuber André Fernandes (PSL) é o candidato mais novo eleito - ele terá 21 anos na data da posse. Foi também o deputado estadual com a votação mais expressiva no Ceará: 109.742 votos. Ele ocupa uma das 46 vagas da Assembleia Legislativa do Ceará.

Na plataforma de vídeos, o deputado recém-eleito tem 500 mil seguidores. Ele milita a favor do presidenciável de seu partido, Jair Bolsonaro (PSL), o que lhe rendeu notoriedade. 

Mais votado e menos votado

O PSL, partido de Bolsonaro, surfou na onda de popularidade do candidato à Presidência e conseguiu as maiores votações nas duas casas do Congresso e na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Eduardo Bolsonaro, filho do militar, foi o responsável pela quantidade mais expressiva de votos na Câmara dos Deputados: 1,8 milhão, enquanto Major Olímpio, que figurava como terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Senado por São Paulo, surpreendeu e acabou eleito com mais de 9 milhões de votos

A advogada e professora Janaína Paschoal, que ficou famosa como uma das autoras do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi a deputada estadual mais votada da história da Alesp, com mais de 2 milhões de votos.

No lado das votações menos expressivas, Neto Loureiro (PMB) foi eleito deputado estadual com 1.678 votos, por Roraima, onde também se elegeu o senador Mecias de Jesus (PRB), com 85.366 votos, menor quantidade do País. Mecias deixou de fora o senador Romero Jucá, que tentava um quarto mandato consecutivo no Senado - ele estava na Casa desde 1994. A menor votação para a Câmara dos Deputados foi do o Pastor Manuel Marcos (PRB), do Acre, com 7.489 votos.

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