Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Quem é Filipe Sabará? Conheça o candidato do Novo à Prefeitura de SP

Empresário de 37 anos que já foi auxiliar de João Doria em duas gestões concorre em meio a disputa com seu próprio partido

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2020 | 12h46

Empresário de 37 anos, Filipe Sabará é o candidato do partido Novo à Prefeitura de São Paulo para as eleições de 2020. Sua candidatura promete simplificar processos públicos e fomentar o empreendedorismo na periferia de São Paulo. Sua candidata à vice é a economista Marina Helena, que integrava a equipe econômica do Ministério da Fazenda até o início do ano.

Sua candidatura foi definida por um processo seletivo no partido, que incluiu cerca de 70 nomes. O plano de governo cita fomentar o acesso a crédito por micro e pequenos empreendedores das regiões periféricas, promover uma reforma administrativa na gestão da cidade e impulsionar privatizações.

Sabará concorre nas eleições graças a uma liminar obtida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após ter sua filiação no partido Novo ser suspensa. A Comissão de Ética Partidária da legenda determinou a suspensão após uma denúncia sobre irregularidades no currículo acadêmico do candidato, que formado como técnico em marketing pela extinta Faculdade de São Paulo.

O currículo questionado dizia que Sabará havia se formado em relações internacionais pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), o que não é verdadeiro. Ele chegou a fazer o  curso por seis meses. As informações sobre Sabará que o Novo divulgava também citavam uma pós-graduação em gerência de cidades, na mesma faculdade, o que também era incorreto. Depois da suspensão, o candidato procurou a Justiça para poder fazer a campanha, e foi atendido. Mas o mérito da suspensão dele no Novo ainda será julgado.

Carreira política

Filipe Sabará ingressou na vida pública como secretário-adjunto de Assistência Social durante o mandato de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo. Ele passou para o posto de secretário quando a então titular da pasta, Soninha Francine, se demitiu.

Foi durante seu mandato, em 2017, que Doria trouxe a ideia de oferecer farinata aos alunos da rede municipal de educação. O produto era feito a partir de sobras de comida ainda dentro da validade que eram desidratados e processados. “O que importa neste momento é a gente garantir, com uma gestão eficiente e responsável, que alimentos não sejam jogados fora enquanto pessoas passam fome”, disse o então secretário, na época, em entrevista para o SBT. Mas Doria recuou da proposta diante da série de críticas de nutricionistas e pais de alunos.

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O candidato seguiu o governador quando Doria venceu as últimas eleições e assumiu o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. Ele foi nomeado presidente do Fundo de Solidariedade do Estado, onde ficou até pedir demissão, em outubro de 2019, já para participar do processo seletivo do Novo que o escolheu candidato.

Depois que se definiu candidato, Sabará buscou se posicionar como crítico do antigo aliado, dizendo ao Estadão que “politicamente, não tinha alinhamento” com Doria pelo fato de o governador não seria nem liberal (economicamente) nem conservador (no aspecto social) como ele. Depois disso, afirmou à revista Veja que o presidente Jair Bolsonaro havia se saído melhor do que Doria no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Família e vida privada

Filipe Sabará é herdeiro do Grupo Sabará, um conglomerado da indústria química que atua no mercado de cosméticos. Sabará foi diretor da Beraca, umas das empresas do grupo, que fornece matéria prima para outras indústrias do ramo. A empresa informa que usa produtos certificados vindos da Amazônia.

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Ainda antes de entrar na vida pública, Sabará fundou uma organização não governamental chamada Arcah. A organização vende camisetas que são promovidas por artistas e afirma reverter os recursos para moradores de rua. Foi a partir desse trabalho que Sabará ingressou na vida pública.  

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