Quem adota 'medidas amargas' é governo do PT, diz Aécio

Candidato do PSDB à Presidência afirma ser "lenda" declaração atribuída a ele ao prometer a retomada do crescimento econômico a empresários

Elizabeth Lopes e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 12h26

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o governo do PT, seu maior adversário neste pleito, é o responsável pela adoção das chamadas "medidas amargas". A declaração foi uma resposta ao ser questionado sobre a afirmação que teria feito a empresários sobre a necessidade de se adotar "medidas impopulares", caso seja eleito, para retomar o crescimento econômico.

"Não há medidas impopulares, isso está virando lenda. São medidas necessárias que terão de ser tomadas. As medidas impopulares estão sendo tomadas pelo atual governo", disse em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan. O candidato complementou: "Não tenham dúvidas que vou tomar as medidas necessárias para colocar nosso País no caminho do crescimento. O reajuste real do salário mínimo este ano será de 1% apenas, é este cenário que nos trouxe o atual governo."

Para Aécio, faltou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazer as reformas necessárias quando estava no poder. O senador voltou a dizer que o governo do PT, incluindo a atual gestão de Dilma Rousseff, sua adversária neste pleito, é que vem adotando medidas amargas, sobretudo para a população mais carente. O tucano disse ainda que o Brasil é um País de obras inacabadas.

Aécio prometeu, mais uma vez, caso eleito, manter o Bolsa Família e classificou de "terrorismo eleitoral" a informação de que o PSDB acabaria com o programa. "O que vou fazer é tirar este programa da agenda eleitoral e aprimorá-lo", destacou. "Os programas que estão dando certo, não terei problema em aprimorá-lo e continuar."

Mais Médicos. O candidato tucano afirmou que o programa Mais Médicos é importante, mas é preciso fazer mais no setor de saúde. Segundo ele, é preciso rever o acordo feito com Cuba, motivo de contestações, sobretudo da oposição. Questionado se o governo cubano aceitaria rever o atual modelo, Aécio afirmou que cabe àquele governo se enquadrar nas regras brasileiras. "Não vamos aceitar que Cuba fique sendo financiada pelo Mais Médicos, vamos rever essas regras", disse.

Indagado sobre a declaração feita pelo candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, segundo quem os tucanos estão nesta campanha com a ala conservadora do País, em referência ao apoio do PMDB, Aécio disse que não iria brigar com o socialista. "Esses conceitos de direita e esquerda são muito abstratos hoje", afirmou. "Quero um governo efetivo e eficiente", disse, criticando mais uma vez o governo petista, e lembrando que o sistema financeiro lucrou muito na gestão petista.

Mensalão. Aécio também reagiu à declaração de Campos, que igualou o escândalo do mensalão à compra de votos no governo FHC para aprovação da emenda da reeleição. "Acho um exagero. No caso do mensalão, os maiores líderes do PT cumprem pena. Vamos olhar pra frente, o passado já ficou pra trás", destacou.

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