Quatro passos ladeira abaixo

O carimbo de "inidônea", aplicado ontem pela CGU à Delta Construções, é a quarta má notícia que envolve a empresa em pouco mais de um mês. No início de maio, com seu dono Fernando Cavendish envolvido em denúncias em Brasília e no Rio de Janeiro, a empresa buscou a sobrevivência numa negociação feita às pressas para que sua gestão fosse passada ao controle da holding J&F.

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2012 | 03h07

O primeiro tropeço veio dia 1.º de junho, quando a J&F anunciou que desistia da compra. Feita uma avaliação das operações da Delta e de suas obscuras relações com políticos e empresários, especialmente o contraventor Carlos Cachoeira, a holding achou mais prudente não levar adiante a operação, alegando "crise de confiança e credibilidade".

A J&F pretendia ficar apenas como gestora da construtora e criar outra empreiteira, que se chamaria J&C. Um segundo fator contribuiu para sua decisão: a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta em nível nacional.

A terceira má notícia - já à sombra da CPI do Cachoeira - foi o ingresso da Delta, na Justiça do Rio, com um pedido de recuperação judicial, medida adotada no último dia 4, com base na Lei de Falências. Em nota, ela admitia que "o envolvimento de alguns de seus executivos em supostos atos ilícitos (...) tem levado a empresa a sofrer uma espécie de bullying empresarial". O veto à sua presença nas novas licitações era questão de tempo.

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