Quanto mais pessoas mais simples votarem, mais chance tenho de ir ao 2º turno, diz França

Quanto mais pessoas mais simples votarem, mais chance tenho de ir ao 2º turno, diz França

Ex-governador afirma que a cidade tem de estar preparada para 'covid-20, covid-21 e covid-24'

Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 17h21

Na véspera do primeiro turno das eleições municipais, o ex-governador Márcio França, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSB, disse contar com o voto das pessoas da periferia para chegar à próxima etapa do pleito. “Haverá abstenção grande, mas eu espero que as pessoas votem. Quanto mais as pessoas mais simples votarem, mais chance de nós irmos para o segundo turno”, afirmou neste sábado, 14, durante coletiva de imprensa realizada em frente ao Aeroporto Campo de Marte. 

“Como da outra vez, estou muito contente no final, penso que a situação acabou levando a gente para uma situação importante”, disse, comparando as suas chances de ir ao segundo turno com as eleições de 2018, em que protagonizou uma virada contra Paulo Skaf (MDB) e foi ao segundo turno contra o atual governador, João Doria (PSDB).

O candidato participou de uma carreata com aliados que saiu ao meio-dia da frente do aeroporto e seguiu até edifício-sede do time Corinthians, no Tatuapé, onde foi realizado um ato político. Em seu discurso, França defendeu a necessidade da população ir votar enquanto toma precauções para se proteger da pandemia do novo coronavírus.

“É claro que a pandemia não é uma brincadeira. A Lúcia pegou covid”, disse, referindo-se à mulher, a professora Lúcia França. “A minha filha pegou covid, o Caio pegou covid”, acrescentou, citando o filho deputado estadual que atua em sua campanha. “Muita gente pegou da minha família pegou covid, eu perdi um primo e uma tia. Um primo-irmão, de 50 anos de idade. Então é claro que não é uma brincadeira, temos que tomar toda a precaução. Mas o que não dá para aguentar é essa incompetência do poder público”, concluiu, citando contaminações ocorridas no transporte público.

“Esse é o covid-19. Todos vocês vão saber que vai haver o covid-20, o covid-21, covid-24. Muitos covids existirão, pode acontecer a qualquer instante. Uma cidade como São Paulo tem que estar preparada para isso”, argumentou o candidato.

Na saída da carreata, estava presente o deputado Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade, que está na coligação de Márcio em São Paulo. Já o ato no Corinthians contou com discursos do ex-secretário municipal Anderson Pomini, coordenador-jurídico da campanha; do ex-ministro Aldo Rebelo (SD), um dos coordenadores políticos da equipe; do sindicalista Antonio Neto, o vice na chapa, e a professora Lúcia França, esposa do candidato.

No período da tarde, França tem apenas compromissos fechados ao público e ainda pode fazer gravações para as redes sociais, já que é permitido postar conteúdos de campanha até 23 horas deste sábado, dia 14. 

Ainda na coletiva em frente ao Aeroporto Campo de Marte, França foi questionado por repórteres sobre a ação protocolada na madrugada de sexta-feira em que sua campanha pede a cassação da chapa do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição. O processo alega que houve uso da máquina da Prefeitura na campanha tucana, o que configuraria um abuso.

“Acho que o principal é que a gente foi somando. Uma coisa ou duas, você deixa escapar”, afirmou o ex-governador, alegando que muitos excessos foram cometidos. “Quando o (candidato à reeleição do) governo municipal faz live de dentro da Prefeitura, eles estão se utilizando de uma estrutura que é pública, que não pertence a eles. Nós só passamos por essas vagas, aquilo lá não pertence a ninguém. É para poder reorientá-los, eles precisam tomar essa chamada para se reorientar”, acrescentou.

Ao responder a questionamento sobre ter passado por investigação semelhante depois de tentar se reeleger governador, França disse: “Eu passei por todos os procedimentos que foram investigados e, ao final, fui absolvido. Significa dizer que eu não fiz nada de errado. Agora, a Justiça vai investigar. Se eles fizeram algo errado, vão ter que ser punidos”.

Em sua agenda de hoje, Covas comparou o adversário ao presidente Donald Trump, que não reconheceu a vitória de seu adversário das eleições.

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