Publicitários e músicos afirmam que acusações são falsas

Duda e Nizan negam ter recebido valores no exterior e dupla diz que pagamentos do PT foram feitos em bancos do País

O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h05

BRASÍLIA - Os publicitários Nizan Guanaes e Duda Mendonça e a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano afirmaram ontem que as acusações de Marcos Valério são falsas.

"A assessoria de imprensa de Nizan Guanaes esclarece que não há qualquer fundamento nas supostas alegações apresentadas. A assessoria esclarece ainda que Nizan Guanaes jamais recebeu em suas contas qualquer pagamento por campanhas políticas, seja no Brasil ou no exterior. Os serviços foram prestados por suas empresas no Brasil e os registros dessas empresas estão sempre à disposição da Justiça se necessários", informou Nizan por meio de nota oficial.

Duda rechaçou, por meio de seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a informação de Marcos Valério sobre captação de recursos no exterior. "Essa história é absolutamente inverídica", desabafou Duda a seu defensor. "Duda esclareceu que não recebeu nada. O que ele recebeu espontaneamente falou na CPI", disse Castro, em referência à CPMI dos Correios, que investigou o mensalão e perante a qual o publicitário admitiu ter recebido pela conta Dusseldorf cerca de R$ 11 milhões.

A Z.C.L. Comércio Promoções e Produções Ltda., que representa a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, por meio de seu departamento jurídico, esclareceu que soube da citação do nome dos cantores por meio da reportagem do Estado. "A empresa desde já refuta todas as alegações do sr. Marcos Valério", destacou a Z.C.L.

Em nota, a empresa da dupla sertaneja afirmou que, "sempre agindo com seriedade, nunca tratou as contratações realizadas pelo Partido dos Trabalhadores de forma diferenciada, ou seja, os serviços foram prestados e acordados respeitando os parâmetros de contratação aplicados em todas as outras contratações da dupla".

"Após a assinatura do contrato, todos os pagamentos são realizados através de conta corrente aberta em instituição financeira nacional, com a emissão da documentação fiscal apropriada", informa a Z.C.L. em sua nota oficial "Assim, desconhece a Z.C.L. qualquer pagamento realizado pelo Partido do Trabalhadores, em seu favor, em conta no exterior", completou o texto.

Shows. Com relação a contratação específica de cada show, a empresa informou que, em 2002 - ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez -, o valor acordado para a prestação de serviço fora de R$ 1,045 milhão e, em 2004, o valor de R$ 2,22 milhões. Deste último, a Z.C.L. recebeu apenas a quantia de R$ 603 mil, restando R$ 1,62 milhão "pendente de pagamento pelo Partido dos Trabalhadores".

"A acusação do senhor Marcos Valério nada tem a ver com a realidade, podendo este ser instado a, judicialmente, responder por todos os danos causados à dupla", alerta a empresa que representa a dupla sertaneja a respeito do depoimento prestado pelo empresário à Procuradoria-Geral da República.

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