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PTB fala em ‘traição’ e deve compor chapa com Russomanno

Segundo presidente do partido, Campos Machado, sigla havia acertado aliança com o PMDB, mas pode desistir caso Matarazzo seja confirmado como vice na chapa de Marta

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2016 | 23h29

Com o avanço das negociações entre Marta Suplicy e Andrea Matarazzo, o PTB resolveu “reatar antigas pontes”, nas palavras do presidente estadual do partido, deputado Campos Machado. Nesta segunda-feira, ele dedicou o dia a reuniões com líderes partidários, a mais importante delas com Celso Russomanno, candidato do PRB. Na conversa, ficou acertado que sua mulher, Marlene Machado, deverá compor a chapa de Russomanno como candidata a vice. “Estamos reatando um namoro antigo”, afirmou.

Machado disse que só vai anunciar o posicionamento do PTB para as eleições deste ano em São Paulo depois que o PMDB lhe comunicar oficialmente se Marlene será ou não a vice de Marta – cargo que o partido não abre mão, segundo ele.

O deputado já fala em “traição”. Segundo ele, um acordo havia sido fechado entre os dois partidos, que previa uma chapa 100% feminina com Marlene como vice de Marta. A reunião teria ocorrido em 8 de julho, com as presenças de Marta e dos presidentes estadual e municipal do PMDB, Baleia Rossi e José Yunes, que confirmou o encontro.

“Cumpri minha parte porque, para mim, palavra dada é como flecha lançada. Não tem como voltar atrás. Mas romperam comigo”, disse Machado. 

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