PT tenta tirar post de publicação do ar e Aécio afirma que é censura

PT tenta tirar post de publicação do ar e Aécio afirma que é censura

Ministro do TSE negou pedido da campanha de Dilma; no Rio, candidato tucano diz que denúncias precisam ser apuradas

Beatriz Bulla,Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2014 | 17h04

A campanha da presidente Dilma Rousseff tentou retirar do ar os posts publicados pela revista Veja no Facebook que faziam referência à reportagem publicada na revista. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga, porém, negou liminar. O episódio foi usado pelo candidato Aécio Neves (PSDB) para acusar Dilma de tentar “censurar” a revista. 


Além de mencionar a reportagem em que o doleiro Alberto Youssef teria afirmado que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento de práticas de corrupção na Petrobrás, a postagem publicada pela revista na quinta-feira, 23, na rede social afirma: “Tudo que você queria saber sobre o escândalo da Petrobrás: Dilma e Lula sabiam. Amanhã nas bancas, no tablet e no iPhone!”

Pronunciamento. Aécio decidiu falar rapidamente na sexta em um hotel do Rio antes do debate da TV Globo. Ele fez um pronunciamento de quatro minutos. “A denúncia (publicada pela Veja) é extremamente grave e tem que ser confirmada, mas é preciso que seja também apurada”, afirmou o candidato tucano, que logo em seguida fez a acusação de tentativa de “censura”. 

“O Brasil merece uma resposta daqueles que governam o País. Infelizmente, a única manifestação foi pela censura, pela retirada de circulação da maior revista nacional. Essa não é, certamente, a resposta que os brasileiros aguardam”, afirmou Aécio, equivocando-se em relação ao pedido feito pelos petistas, que se referia à retirada de um post da internet e não à retirada da revista das bancas. 

O candidato tucano se recusou a responder perguntas de jornalistas, ao contrário do que tem feito diariamente durante a campanha, quando grava depoimentos para emissoras de TV. “Hoje não vou dar entrevista. Vou fazer apenas uma declaração em razão da relevância do tema”, disse em uma sala do Hotel Sheraton, em São Conrado, na zona oeste do Rio, onde passou o dia se preparando para o debate na TV Globo.

“Determinei ao PSDB que ingresse na Procuradoria-Geral da República solicitando que essas investigações sejam aprofundadas em razão da sua gravidade, chamando a atenção para uma parte do depoimento do senhor Youssef que diz que um dos coordenadores da campanha do PT solicitava que fossem repatriados, portanto que retornassem ao Brasil, US$ 20 milhões para a atual campanha eleitoral. Se comprovado isso, é a confirmação de que houve operação de caixa 2 na atual campanha presidencial do PT.”

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