PT sai na frente e elege seis prefeitos em capitais

Entre as disputas no segundo turno, partido de Lula pode eleger mais três; PSDB e PMDB elegem dois

Da Redação,

06 de outubro de 2008 | 00h22

O PT foi o partido que mais elegeu prefeitos em primeiro turno no País. Entre as 15 capitais que tiveram o pleito decidido em primeiro turno, o partido conseguiu eleger seis prefeitos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre as 26 capitais, 11 terão segundo turno. Nessas cidades, quem tem o maior número de representantes é o PMDB, com 5 candidatos que ainda disputam a Prefeitura.   Veja Também: Cobertura completa das eleições 2008 Especial: Perfil dos candidatos Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos TSE registra 168 prisões e casos de 509 irregularidades Imagens da votação pelo Brasil  Entre os prefeitos eleitos neste domingo, dois são do PSDB e dois do PMDB, deixando ambos os partidos no segundo lugar. O resultado representa, porém, apenas um terço do registrado pelo partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas disputas levadas ao 2º turno, o PT terá três representantes, em Salvador, Porto Alegre, e São Paulo - o maior eleitorado do País. Apesar disso, alguns dos candidatos apoiados por Lula não se elegeram, nem foram para o segundo turno, demonstrando que o apoio do presidente - quem tem 80% de popularidade no País - nem sempre se converte em votos.  Em São Paulo, a candidata petista, Marta Suplicy, teve a presença de Lula em vários de seus comícios. Conseguiu passar para o segundo turno, mas com um resultado abaixo do previsto: ficou atrás do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). Já na capital do Rio Grande do Norte, Natal, a candidata apoiada pelo presidente - Fátima Bezerra (PT) - foi derrotada pela deputada Micarla de Sousa (PV) já no primeiro turno. Micarla era apoiada pelo senador da oposição José Agripino (DEM). Também aliados do governo, os senadores Almeida Lima (PMDB-SE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Patrícia Saboya (PDT-CE) fracassaram na tentativa de transformar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em votos. Os três senadores sequer chegaram ao segundo turno. Por imposição da lei eleitoral, os parlamentares não puderam usar em seus programas a imagem do presidente. Ou seja, tiveram de dispensar no palanque o que julgavam ser a principal bandeira da campanha. A situação do PSDB, porém, que em 2004 se firmou como segunda força política do País, é um pouco mais complicada, ao menos nas capitais. Com cinco prefeitos eleitos em capitais nas últimas eleições, os tucanos levaram apenas duas no primeiro turno deste ano. E, além disso, o partido só tem chance de eleger mais dois prefeitos, em São Luís e Cuiabá.  Apontado como responsável pelo racha que expôs o PSDB, Geraldo Alckmin impôs sua candidatura em São Paulo a contragosto dos caciques da legenda, como o governador José Serra (PSDB), que nos bastidores apoiou a candidatura do democrata Gilberto Kassab, e agora seu destino político no ninho tucano é uma incógnita. Fundador do partido, afilhado político do falecido governador Mário Covas e classificado como um bom gestor público, Alckmin ainda conta com elevado saldo político, avaliam seus correligionários. Entretanto, na avaliação do cientista político e conselheiro do Movimento Voto Consciente Humberto Dantas, a situação do ex-governador é muito complicada e ele não descarta a sua saída para outra legenda. "Alckmin forçou duas candidaturas (em 2006 para a presidência da República e agora para a Prefeitura) e perdeu as duas vezes. Eu aposto que se o clima ficar muito difícil no PSDB, ele deverá buscar uma outra legenda para tentar se recompor politicamente", diz Dantas, complementando que tudo vai depender da própria atitude de Alckmin e de seu partido, neste início de segundo turno. Nos bastidores, a informação é de que ele já vem sendo sondado pelo PTB. Apoiado por Serra, o prefeito Beto Richa venceu em Curitiba no primeiro turno, com 77% dos votos. Também disputando a reeleição, Silvio Mendes venceu em Teresina, Piauí, com 70, 36% da preferência.  Já o candidato Márcio Lacerda (PSB), apoiado em Belo Horizonte pelo atual prefeito Fernando Pimentel (PT) e pelo governador de Minas Aécio Neves (PSDB), garantiu presença no segundo turno, fechando o dia com 43,59% dos votos. Veja abaixo o ranking dos partidos entre os prefeitos já eleitos e os candidatos no segundo turno: EleitosPT - 6PMDB - 2PSDB - 2DEM -PP - 1PSB - 2 PCdoB - 1PV - 1 2º turno PMDB - 5PT - 3PSB - 3 PSDB - 2PRB - 1DEM - 1PP - 1PCdoB - 1PTB - 2PR - 1PV - 1PDT - 1

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