Fabio Motta / Estadão
Fabio Motta / Estadão

PT optou por não adaptar programas de rádio para ‘testar’ decisão da Justiça eleitoral

Programas do partido foram adaptados para que Lula apareça dentro dos 25% de tempo permitidos pela lei eleitoral e não dizer que o ex-presidente é o candidato

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2018 | 12h36

O PT optou por não adaptar programas de rádio para ‘testar’ decisão da Justiça eleitoral. Segundo dirigentes da legenda a ideia era "entender" o alcance do julgamento do último sábado, no qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  barrou o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, nas eleições 2018.

De acordo com os dirigentes petistas ouvidos pelo Estado, nos programas eleitorais gravados para a TV e nas ruas a ordem é cumprir a decisão dos ministros, que consideraram o ex-presidente inelegível por 6 votos a 1. Os programas do partido foram adaptados para que Lula apareça dentro dos 25% de tempo permitidos pela lei eleitoral e não dizer que o ex-presidente é o candidato. 

O objetivo do PT é manter Lula em destaque, mas na condição de ex-presidente  que servirão de referência para uma possível nova gestão do PT. Uma outra frente dos programa mostrar lula como “alvo da Justiça”.

A primeira leva de material gráfico distribuída pela campanha, cerca de 1,5 milhão de panfletos nos quais aparecem Lula como candidato a presidente, Fernando Haddad a vice e uma foto de Manuela D'Avila no verso será adaptada ou recolhida. O PT optou por fazer uma quantidade menor de material impresso já prevendo uma derrota no TSE.

 

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