PT nega acordo para pagar defesa de Valério; advogado não comenta

Em nota, assessoria de imprensa da direção nacional do partido diz não ter pago honorários de advogados de empresário

O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2012 | 02h07

A assessoria de imprensa da direção nacional do PT disse nessa segunda-feira, 10, que o partido não pagou nenhum honorário dos advogados do empresário Marcos Valério, na defesa durante o processo do mensalão. "O PT informa que o partido não pagou honorários aos advogados de Marcos Valério", disse o partido em nota.

O criminalista Marcelo Leonardo não se manifestou sobre o depoimento nessa segunda. "Nada a declarar, vou esperar acabar esse julgamento (do mensalão)", disse.

Marinho. Por nota, o prefeito reeleito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, negou ter beneficiado algum banco. "Como presidente da CUT, Luiz Marinho participou ativamente da instituição do empréstimo consignado no País", diz a nota. "Na época, preocupado com a elevada taxa de juros para empréstimos pessoais cobrada pelos bancos, o então presidente da CUT propôs ao presidente a criação de um instrumento que permitisse o desconto direto na folha de pagamento dos trabalhadores. Os bancos alegavam que a taxa era alta em razão do alto índice de inadimplência. O então presidente aprovou a proposta e pediu que Marinho a encaminhasse ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e assim surgiu o empréstimo consignado." A nota continua: "Quando a proposta virou lei, Marinho, como presidente da CUT, procurou diretamente um conjunto de bancos entre eles BMG, Santander, BB, Bradesco, entre outros, para garantir a implementação do empréstimo consignado com melhores taxas".

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