PT lança 'estratégia Haddad' pelo País

Assim como em São Paulo, onde evitou prévia e costurou acordo a favor do ministro, sigla não quer disputa interna em outras capitais

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2011 | 03h02

A exemplo do que ocorreu em São Paulo, onde o PT enterrou as prévias para escolher o candidato para a Prefeitura paulistana em 2012, o partido trabalha para evitar eleições internas em outras capitais do País.

Em Porto Alegre, embora o PT tenha dois pré-candidatos à prefeitura, os deputados estaduais Adão Villaverde e Raul Pont, a sigla já decidiu que a escolha será por consenso ou por votação de 350 delegados municipais.

O partido tem evitado prévias no Rio Grande do Sul desde as disputas de 1998 e 2002, quando Olívio Dutra e Tarso Genro brigaram pela indicação para concorrer ao governo estadual, com uma vitória para cada um.

"Só serei candidato se for por consenso e para ir até o fim", afirma Pont. Aliados do ex-prefeito temem que Villaverde possa virar candidato a vice de Manuela D'Ávila (PC do B). "Nossa candidatura é para a cabeça de chapa", ressalta Villaverde.

O PT também não deve fazer prévias no Recife. "Ao contrário do que ocorreu em São Paulo (onde a direção costurou a desistência de outras pré-candidaturas em favor do ministro da Educação, Fernando Haddad), no Recife não há pré-candidaturas, exceto a do próprio prefeito da capital", disse o presidente estadual do PT, deputado Pedro Eugênio.

O prefeito João da Costa enfrenta problemas de popularidade. A fragilidade dá brecha para surgirem outros quadros petistas, como o senador Humberto Costa. Para ele, a definição de Haddad a tanto tempo da eleição, o deixa "na alça de mira".

Em Curitiba, o PT busca consenso entre lançar candidato ou apoiar Gustavo Fruet (PDT), apesar de o deputado Dr. Rosinha e o deputado estadual Tadeu Veneri terem se lançado.

O deputado federal André Vargas disse que o partido deverá procurar os dois para tentar convencê-los de que a opção por Fruet é melhor: "Achamos que é uma liderança relevante".

Em Salvador, o PT definiu em setembro o deputado Nelson Pelegrino como candidato da sigla.

No Ceará, há indefinição quanto à aliança PT-PSB, que elegeu por duas vezes a petista Luizianne Lins para a Prefeitura de Fortaleza e o socialista Cid Gomes governador. Esta semana, depois de conversar com a presidente Dilma Rousseff, Cid disse que apoiaria o candidato do PT, independentemente do nome.

O PT não deve lançar candidato próprio à Prefeitura de Maceió. A tendência é que apoie um candidato de um partido da base aliada do governo federal. Entre os cotados estão o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o secretário municipal de Obras, Mozart Amaral (PMDB). / ELDER OGLIARI, ANGELA LACERDA, TIAGO DÉCIMO, CARMEM POMPEU e RICARDO RODRIGUES

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