PT fluminense deixa governo em novembro

Sob pressão do comando nacional do PT, o senador Lindbergh Farias, pré-candidato ao governo fluminense, aceitou fixar em 30 de novembro o desembarque do partido do governo de Sérgio Cabral (PMDB), no qual controla duas secretarias e cerca de 150 cargos. O acordo no PT foi anunciado depois de Lindbergh te conversado com Cabral na segunda-feira, segundo pessoas próximas aos dois. Indicou-se então o afastamento petista da administração estadual até o fim do ano.

Wilson Tosta / RIO, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h20

Embora convicto da necessidade de se distanciar rapidamente do peemedebista, que enfrenta crise de popularidade e insiste no apoio dos petistas a Luiz Fernando Pezão, seu candidato à sucessão, Lindbergh cedeu à vontade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de adiar a saída, definida para 6 de outubro em encontro entre o senador e lideranças do partido no Estado. A nova data foi acertada entre Lindbergh e o presidente regional, Jorge Florêncio, e não ficará longe da provável desincompatibilização de Cabral, no fim de dezembro.

Lula não se opôs diretamente à saída do governo, mas pediu que ela não aconteça já. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, avisou que o desembarque poderia ocorrer antes da saída de Cabral, mas não agora.

De início, adotou-se a data de 3 de novembro, mas quem reclamou, no caso, foi Florêncio. Segundo o presidente do PT local, a saída do governo estadual poderia afetar o Processo de Eleição Direta das novas direções do partido, que fará seu primeiro turno dia 10 de novembro. Acertou-se, então, o dia 30.

Já o governador mantém sua disposição de não aceitar dois palanques da base governista concorrendo ao governo do Rio em 2014. Se o PT lançar candidato, seu grupo ameaça não apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Essa disposição já foi manifestada por Cabral a Lula. Em encontro recente, em São Paulo, o ex-presidente disse ao governador que Lindbergh tem direito a postular a candidatura, mas a decisão levará em conta a aliança nacional.

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