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PT fala em palanques duplos e até triplos por reeleição

Reunião da presidente com Lula e petistas avalia que alianças nos Estados é prioritária

João Domingos, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2013 | 02h13

BRASÍLIA - O comando encarregado de preparar a reeleição de Dilma Rousseff avaliou nessa quinta-feira, 10, que a prioridade deve ser dada aos palanques estaduais para tentar assegurar uma ampla aliança nacional. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em alguns Estados a presidente poderá ter dois ou mais palanques.

"Importante, muito importante, é manter o governo ativo, com realizações. E segurar na nossa aliança os partidos que fazem parte da base de sustentação da presidente, valorizando todos os partidos que dela participam", disse o ministro após uma reunião no Palácio da Alvorada - residência oficial da presidente - que durou quatro horas e da qual participaram também, além de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Franklin Martins, o marqueteiro João Santana, o presidente do PT, Rui Falcão, e o chefe de gabinete da presidente, Giles Azevedo. "O que nos dá a certeza da vitória é a qualidade do governo. Por isso a presidente Dilma é só beijos", reforçou Mercadante, referindo-se à declaração da presidente, de que vive uma fase "de beijos".

Mercadante informou ainda que, mesmo com a constatação de que é preciso segurar todos os partidos na base da presidente, até o fim do ano não será feita nenhuma reforma ministerial. "Não há essa possibilidade de reforma. A presidente já decidiu, e todos nós concordamos, que todas as trocas vão ser feitas no fim do ano. Assim, quem assumir o ministério poderá pegar a máquina azeitada, sem perda de tempo para continuar tocando os projetos de cada uma das pastas."

A informação no Palácio do Planalto é de que, na maioria dos ministérios, Dilma promoverá para o cargo de ministro o secretário executivo. Em alguns casos, poderá pôr na vaga um aliado, desde que não vá disputar a eleição do ano que vem.

Outra avaliação no encontro é de que a aliança entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-ministra Marina Silva poderá transformar o presidente nacional do PSB no principal candidato de oposição na sucessão presidencial, superando o senador Aécio Neves (PSDB). Porém, de acordo com as análises da cúpula da campanha de Dilma, a coligação, que surpreendeu a todos, corre o risco de perder força daqui para a frente, pois o encanto por Marina poderá se arrefecer diante da constatação de que ela migrou para uma legenda tradicional, o PSB, diante do fato de o registro do seu partido, a Rede Sustentabilidade, ter sido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não atingir o número mínimo necessário de assinaturas.

Lula disse aos presentes que a aliança Campos-Marina foi, de fato, uma "ótima jogada", mas que não "resultará em muitos gols". Segundo o ex-presidente, Dilma poderá anular os avanços da dupla mostrando resultados de seu governo, além de continuar a se expor nos meios de comunicação.

Espera. Devido ao encontro no Alvorada para tratar de eleição, Dilma deixou o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, esperando por quase três horas. O empresário deixou o Palácio do Planalto apressadamente e negando que tenha ficado chateado de ter passado a tarde à espera da presidente.

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