PT é maior que erros cometidos por dirigentes, diz Molon

Em sabatina do 'Estado', candidato petista diz que ficou abalado com escândalos do mensalão em 2005

Adriana Chiarini, da Agência Estado e Giuliana Val,

22 de agosto de 2008 | 13h11

O candidato do PT à prefeitura do Rio, Alessandro Molon, disse que tem orgulho de ser do Partido dos Trabalhadores, apesar da crise de escândalos que estouraram em 2005. "O PT é maior do que os erros que foram cometidos por dirigentes", afirmou, sem citar nomes. A declaração foi dada, nesta sexta-feira, 22, em sabatina realizada pelo Grupo Estado com candidatos à prefeitura, ao ser questionado pelo jornalista Wilson Tosta, do jornal O Estado de S. Paulo, sobre crises como a do mensalão. "Fiquei bastante abalado em 2005 sim", reconheceu. O vídeo do debate poderá ser visto na TV Estadão (clique aqui).     Veja também: Tropas no Rio mostram fracasso do governo estadual, diz Molon Molon quer reduzir tributos para atrair empresas no Rio Molon chega com atraso à sabatina do 'Grupo Estado' Crivella defende Exército e diz querer mais tropas em favelas Especial: Perfil de Alessandro Molon  Molon quer manter distribuição de royalties do petróleo Molon quer ação integrada para evitar nova epidemia de dengue   Segundo Molon, apesar do escândalo, as eleições de 2006 mostraram que "o PT é capaz de crescer na adversidade". Ele citou que sua atuação tem sido marcada pela ética e que, se for eleito, vai combater a corrupção e instaurar uma ouvidoria para receber e apurar denúncias contra desvios na Prefeitura. "O compromisso com a ética é nossa maior arma e nossa maior marca", afirmou.   O petista foi o segundo a ser sabatinado. Na última quinta, o concorrente do PRB, senador Marcelo Crivella, participoudo evento. Os demais candidatos serão sabatinados semana que vem: Eduardo Paes (PMDB), Fernando Gabeira (PV), Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B). Em São Paulo, do dia 1º ao dia 5, participam Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). Ivan Valente (PSOL) será sabatinado no dia 8.   Ao final de sua participação, Molon disse ainda que  "o PT nasceu para mudar a sociedade brasileira" e lembrou o movimento de ética na política. De acordo com ele, quando alguém do PT "comete crimes ou desvios está contribuindo para o fracasso da missão que deu origem ao partido".   O candidato citou pesquisa segundo a qual a maioria dos eleitores do PT não sabe ainda que o partido tem candidato. De acordo com ele, os simpatizantes do PT não estão desmobilizados, mas desinformados. Sua expectativa é de que, agora que há propaganda eleitoral gratuita na televisão, seu nome fique mais conhecido e ele consiga chegar ao segundo turno. "O segundo turno é outra eleição, inclusive com a participação do presidente Lula", disse.   Questionado sobre a participação de Lula em sua campanha, ele afirmou que "o presidente tem que se mover com cuidado na maioria das cidades", citando que São Paulo, onde Lula vai subir com Marta Suplicy no palanque no próximo dia 30, "é exceção". "Tenho orgulho da minha candidatura, não sinto desamparo, tenho tido apoio de grandes dirigentes do partido. Naturalmente que o presidente tem suas preocupações com a governabilidade", disse.   Durante a sabatina, Molon deixou implícito que acredita na vitória de Marta na capital paulista. "O Rio de Janeiro é a única cidade que ainda não experimentou uma administração petista. São Paulo já teve essa experiência duas vezes e vai ter a terceira agora", disse. Na última pesquisa Ibope, a candidata petista aparece com 41% da preferência do eleitorado paulistano.   Ainda falando sobre política, o Molon comentou o fim da aliança eleitoral com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), antes do início da campanha. "A razão pela qual a aliança com o governador foi extinta deve ser perguntada a ele. A única certeza que eu tenho é que não é aquela que foi tornada pública", afirmou.   À época da retirada do apoio, em junho deste ano, foi divulgado que o rompimento ocorreu por dificuldades dos peemedebistas em fechar alianças em outros municípios fluminenses.

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