PT diz que gestões tucanas são contra baratear energia

Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff ter dito que o Tesouro Nacional bancará a diferença para reduzir o custo da energia elétrica, o Diretório Nacional do PT culpou ontem diretamente o PSDB pela criação de obstáculos para a diminuição da conta de luz. Em nota aprovada ontem, a cúpula do PT acusou os tucanos de agirem em nome de interesses eleitorais.

VERA ROSA, RICARDO BRITO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2012 | 02h05

"Governadores do PSDB e seus aliados - derrotados nas últimas eleições e de olho numa revanche em 2014 - são contra a conta de luz mais barata. Assim, colocam seus interesses econômicos e eleitorais acima do bem e da população e do empresariado que está com a presidenta nesta batalha, que dá continuidade à difícil redução dos juros e da carga tributária", diz a nota.

O Palácio do Planalto e o PT decidiram politizar a disputa com o PSDB, depois que as companhias energéticas Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais) e Copel (Paraná) recusaram o acordo proposto pelo governo para prorrogar as concessões. A nota do PT diz que "por coincidência" as empresas são de Estados controlados pelo PSDB e afirma que a lucratividade das empresas de energia é "astronômica".

Ataques. Nos últimos dias, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência, criticou o que definiu como "profunda intervenção do governo Dilma" no setor elétrico. Em tom contundente, Aécio disse que a presidente - sua possível adversária nas eleições de 2014 - cometerá "estelionato eleitoral" se não reduzir as contas de energia em 20,2%, em média, como prometeu em setembro. Irritada, Dilma afirmou que não está fazendo "graça com chapéu alheio", anunciou que o Tesouro bancará a diferença e falou em "insensibilidade" dos que recusaram o acordo.

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