PT diz que cracolândia é marca dos tucanos

Sigla reage ao ataque de pré-candidatos do PSDB e já prepara estratégia para a campanha em São Paulo

Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2012 | 03h07

O PT reagiu nessa terça-feira, 17, às declarações de tucanos que apontaram a gestão petista na capital como responsável pelo crescimento da cracolândia, no centro de São Paulo. Para o presidente municipal do partido, vereador Antonio Donato, "a cracolândia e o PCC são marcas do governo tucano".

"O PSDB está há 17 anos no governo do Estado. Há sete anos na Prefeitura. Tanto a cracolândia quanto o PCC são marcas do PSDB que ninguém tira", afirmou o petista.

Para Donato, a cracolândia é "um problema de saúde pública que os tucanos estão se mostrando incapazes de resolver". "Não é só um problema do tráfico, mas de lidar com as pessoas de uma outra maneira", declarou.

Em encontro promovido pelo PSDB na segunda-feira, 16, os pré-candidatos do partido à Prefeitura de São Paulo e o presidente da legenda na cidade, o secretário estadual de Planejamento, Julio Semeghini, atacaram o PT ao comentar a operação deflagrada no centro pelo governo do Estado e Prefeitura. O pré-candidato e secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, chegou a afirmar que o crack se "consolidou" na cidade na gestão da ex-prefeita do PT, Marta Suplicy (2001-2004).

O PT traçou estratégia para rebater as acusações do PSDB na campanha deste ano. O partido pretende dizer que priorizou programas sociais na área de esportes e cultura para impedir a aproximação dos jovens com as drogas. Também dirá que a ex-prefeita implantou as ações com os CEUs e que os governos seguintes - os de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) - não teriam dado continuidade a esse tipo de projeto.

O presidente do PT municipal disse que Matarazzo, que foi secretário de Subprefeituras nas gestões de Serra e Kassab, é o "maior expoente da visão higienista", que teria dominado as políticas públicas da Prefeitura voltadas para a população de rua.

A ação da Polícia Militar, subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), será um dos principais temas da eleição. O assunto suspendeu a troca de elogios, inaugurada em 2011, entre os governos estadual e federal. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

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