Reprodução|PT-MG
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PT descarta participação de caciques em campanha em BH

Para o candidato petista Reginaldo Lopes, 'padrinho é coisa de candidato fraco, de candidato do século passado'

Leonardo Augusto, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2016 | 14h25

Depois do PMDB, o PT também descartou, nesta segunda-feira, 22, o uso de caciques do partido na caça aos votos pelo comando da Prefeitura de Belo Horizonte. Nomes como o do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de Minas, Fernando Pimentel, não deverão aparecer em atos públicos da legenda na cidade. "Essa história de que precisa-se de padrinho é coisa de candidato fraco, de candidato do século passado", afirmou o deputado federal, Reginaldo Lopes, que disputa o comando da capital pelo PT.

Na última quinta-feira, 18, em encontro com deputados do PMDB, o candidato do partido à Prefeitura de Belo Horizonte, Rodrigo Pacheco, disse que o presidente em exercício, Michel Temer, a principal liderança da legenda no País, também não deverá participar de atos da sua campanha. Tanto o PMDB como o PT têm integrantes sob investigação da Polícia Federal. Como o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, Lula, ambos na Lava-Jato, e Fernando Pimentel, na Acrônimo.

Reginaldo Lopes fez campanha nesta segunda na Feira dos Produtores, mercado do bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital, onde almoçou com correligionários. O candidato disse não estar nos seus planos atrair caciques para sua campanha. A presidente afastada Dilma Rousseff, cujo impeachment entra em fase final no Senado nesta semana, também não foi citada pelo candidato. "Não estamos preocupados com nenhum padrinho político. Todos que quiserem participar da nossa campanha, todas as pessoas que ajudaram a construir esse País, no campo democrático, pessoas com um olhar especial para o social, serão bem vindas, mas não estamos priorizando esse tipo de campanha", afirmou o petista.

Lopes disse ainda que a primeira condição que colocou para ser candidato do PT foi a necessidade "de romper com a velha política, com o modelo político eleitoral tradicional" e afirma ainda que fará campanha "olhando nos olhos do eleitor". "Não vamos visitar comunidades só para fazer fotografia", disse.

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