PT define se apoia ex-tucano Fruet em Curitiba

O PT de Curitiba começa amanhã o processo de prévias para definir se o partido terá candidato próprio ou fará aliança na disputa pela prefeitura da cidade na eleição de outubro. Duas chapas se inscreveram para a prévia. Uma defende a candidatura petista e outra quer que o partido apoie o pré-candidato do PDT, Gustavo Fruet. Ao todo, 2.701 petistas estão aptos a votar.

EVANDRO FADEL / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2012 | 03h03

A prévia de amanhã é o primeiro passo para a definição do partido. A corrente vencedora terá direito de escolher o maior número dos 300 delegados que votarão em uma das duas chapas no encontro municipal do partido, nos dias 27 e 28. Após a votação de amanhã, as chapas têm 24 horas para indicar os delegados.

A chapa Uma Aliança para Mudar Curitiba com Você, que defende o apoio a Fruet, é composta, entre outros, pelos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Os dois devem participar da prévia de amanhã.

Na chapa opositora, Candidatura Própria Já, despontam os dois que pretendem disputar a prefeitura, o deputado federal Florisvaldo Fier, conhecido como Doutor Rosinha, e o deputado estadual Tadeu Veneri.

A presidente municipal do partido, Roseli Isidoro, defensora da coligação com o PDT, calcula que cerca de 2.500 filiados devem votar. "Isso não é uma guerra, mas uma prática dentro do partido", ressaltou.

O deputado Dr. Rosinha acentuou que a decisão a ser tomada amanhã "praticamente" define a situação do PT nas eleições municipais. "Fica uma margem muito pequena para qualquer convencimento", reconheceu. Segundo ele, o PT é o partido com maior tempo de TV, tem a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está na Presidência da República. "Por que dar esse patrimônio para alguém que não tem uma definição ideológica e que navega de acordo com interesses pessoais?", questionou, referindo-se a Fruet, que já esteve no PMDB, PSDB e agora passou para o PDT.

Defensor da coligação, o vereador Pedro Paulo acredita que as eleições municipais terão reflexo em 2014, quando o PT pretende eleger Gleisi Hoffmann como governadora. "É uma oportunidade para fortificar essa candidatura", reforçou. Ele ressaltou que uma candidatura própria no PT é muito mais desejo do PSDB, que apoia a reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB), pois enfraqueceria Fruet.

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