PT adia palanque de Lula com Haddad em SP

O PT só deve contar a partir de 2 de junho com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no palanque de seu pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad. A equipe de campanha do partido pretendia organizar um evento com Lula e Haddad ainda este mês, mas adiou o plano. Os petistas avaliam que Lula ainda não se recuperou totalmente do tratamento contra o câncer.

BRUNO BOGHOSSIAN, ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2012 | 03h06

Lula faz fisioterapia para curar uma inflamação no tornozelo e recuperar massa muscular, além de fonoaudiologia. Médicos recomendam que o ex-presidente modere sua participação em eventos. Os petistas esperam que Lula esteja em bom estado físico até o início de junho, quando ocorrerá o encontro municipal de delegados do PT paulistano. O partido quer aproveitar o evento para lançar extraoficialmente a candidatura de Haddad, ao lado de grandes lideranças.

Desde abril, os petistas tentavam unir Lula e Haddad em uma grande plenária do PT na quadra do Sindicato dos Bancários, no centro da capital. Não conseguiram por causa do estado de saúde do ex-presidente e adiaram o evento para junho.

Dois eventos. "Agora o dia 2 (de junho) está próximo. Não faria sentido organizar um evento em meados de maio e outro 15 dias depois", disse o vereador Chico Macena, um dos responsáveis pela comunicação da campanha. Caso o ato seja confirmado, será a primeira vez que Haddad e Lula participarão juntos de um evento público na cidade de São Paulo neste ano eleitoral.

Os coordenadores de campanha esperam contar com a presença da senadora Marta Suplicy e de ministros como Mercadante e Alexandre Padilha (Saúde). Não há previsão de que a presidente Dilma Rousseff participe.

Além dos mil delegados da legenda, o partido pretende convocar 3 mil militantes de todas as regiões da cidade. Presidente municipal do PT e coordenador da campanha, o vereador Antonio Donato afirmou que pré-candidato deve aproveitar o ato para apresentar os partidos que integrarão a coligação. A convenção do PT, que homologará a candidatura de Haddad, deve ser em 30 de junho.

Apoio tucano. Sobre o apoio de intelectuais e ex-ministros tucanos à sua candidatura, Haddad disse ontem que a iniciativa "não foi nada além do natural". E acrescentou que a movimentação é resultado da "nova feição" do PSDB sob o comando de seu adversário José Serra, que classifica de mais conservadora e avessa a transformações.

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