Anderson Maia/Divulgação
Anderson Maia/Divulgação

PSOL aposta em chapa 100% feminina como via alternativa em Pernambuco

Partido, que formou aliança com o PCB, quer ocupar espaço deixado por Marília Arraes, que teve a candidatura retirada pela cúpula do PT

Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 19h35

RECIFE – Com o objetivo de ser uma terceira via na disputa eleitoral de Pernambuco, o PSOL lançou sua chapa 100% feminina para as eleições 2018, neste sábado, 4, durante convenção do partido no centro do Recife. A professora e advogada Danielle Portela, estreante na política partidária, encabeça o bloco como candidata à governadora, ao lado de Albanise Pires e Eugênia Lima postulantes ao Senado. A chapa é composta por Gerlane Simões na vaga de vice pelo PCB.

“Marília vem no fluxo de esperança, de mudança apesar de ser de uma família oligárquica. Era uma candidatura que fortalecia a minha candidatura por sermos duas mulheres em um Estado patriarcal e machista. Temos agora o desafio de ser alternativa a esses partidos que defendem as pautas que trouxeram tanto retrocesso para o povo”, afirmou Danielle.

A candidata, que desde abril vem construindo o seu programa de governo, criticou as chapas de Armando Monteiro Neto (PTB) e do governador Paulo Câmara (PSB), que segundo ela se preocuparam em lotear os palanques ao invés de discutir propostas de políticas públicas para a população. “Nossa chapa chega como a mais madura nessa fase de todo o processo. Vamos intensificar a escuta e apresentar, em breve, um programa de governo que dialogue com a sociedade”, disse.

No Estado o PSOL tem um deputado estadual e um vereador na câmara do Recife. O PCB não tem nenhum partidário com mandato.

Danielle justificou a falta de mais partidos em sua coligação alegando que o PSOL preza pela “coerência”. De acordo com a candidata, a pluralidade está presente no palanque por meio das candidaturas proporcionais da legenda.

“No plano nacional temos Guilherme Boulos do Movimento dos sem Teto e a nossa co-presidente, Sônia Guajajara, trazem os excluídos, indígenas e os quilombolas para dentro dessas candidaturas. Aqui também onde temos o apoio dos movimentos sociais, que nos ajudará a ocupar politicamente a capitania hereditária de Pernambuco”, declarou.

 

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