PSDB vai questionar 'Claque Ministerial' em sabatina da CNI

Para tucanos, evento foi em 'horário de trabalho' de ministros de Dilma Rousseff

DÉBORA BERGAMASCO, JOÃO DOMINGOS, RICARDO BRITO, RICARDO DELLA COLLETTA, E.D, NIVALDO SOUZA, DAIENE CARDOSO E BERNARDO CARAM, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2014 | 00h54

 A disputa entre a candidatura governista à Presidência da República e os dois principais postulantes de oposição na sabatina realizada na última quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, foi além dos argumentos, da defesa da posição de cada candidato e das críticas aos adversários. O PSDB anunciou que vai entrar com uma ação para questionar a presença de sete ministros em um ato de campanha durante o horário de trabalho. 

A presidente Dilma Rousseff (PT) levou com ela para o evento da CNI os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Comunicação Social, Thomas Traumann, da Previdência Social, Garibaldi Alves, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, da Ciência e Tecnologia, Clélio Campolina, e da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. 

"Estou fazendo um levantamento dos ministros do governo federal e de todos os funcionários públicos que estavam no ato de campanha durante horário de trabalho", afirmou o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves. 

PROTAGONISTA

O candidato tucano, por sua vez, também surpreendeu. Ele estava acompanhado pelo ex-governador e ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB), um dos protagonistas do escândalo do mensalão mineiro. Numa rápida entrevista, Azeredo afirmou que está animado com a candidatura de Aécio. Ele assistiu às apresentações de Aécio e do candidato do PSB, Eduardo Campos, realizadas no auditório da CNI. 

"Sinceramente, estou animado sim. Acho que a coisa está caminhando bem, sabe?", afirmou Azeredo, ao final da sabatina de Aécio. Ele renunciou em fevereiro ao mandato de deputado federal. Era réu no Supremo Tribunal Federal em ação penal do mensalão mineiro, que estava pronta para ser julgada. Com a renúncia, o processo contra ele seguiu para a 1ª instância. 

Já Eduardo Campos levou consigo a candidata a vice pelo PSB, Marina Silva, que ficou ao lado do presidenciável durante a sabatina e a entrevista coletiva e não se pronunciou sobre nenhum assunto. Ao se retirar do prédio da CNI, Marina Silva criticou o governo de Dilma Rousseff. A ex-ministra da gestão Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que alguns ministros, como Edison Lobão (Minas e Energia) e Ideli Salvatti (Direitos Humanos) não entendem nada de suas pastas. 

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