PSDB tenta adiar cessão de área para Instituto Lula

Tucanos querem entrar com pedido de nova audiência pública para barrar aprovação do projeto na capital

GUILHERME WALTENBERG, AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h01

Cerca de 50 pessoas ligadas a pelo menos cinco movimentos sociais protestaram ontem na Câmara Municipal de São Paulo contra a cessão de um terreno na região da Cracolândia, centro da capital, para a construção do Memorial da Democracia, a ser administrado pelo Instituto Lula.

O protesto ocorreu durante audiência pública que discutiu a cessão do terreno de 4,4 mil metros quadrados pela Prefeitura ao instituto do ex-presidente petista, avaliado entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões.

Votações. O projeto foi aprovado em primeira votação em 18 de abril, com 37 votos a favor, 10 contrários e 1 abstenção, e deve voltar ao plenário na próxima semana. Se aprovado, irá para sanção do prefeito Gilberto Kassab, autor do projeto.

O PSDB, no entanto, pretende entrar com pedido para mais uma audiência pública. Para adiar a votação, os tucanos insistem na tese de que o assunto é polêmico e precisa de mais discussões. "O PSDB vai defender uma nova audiência pública", afirmou o líder do partido, Floriano Pesaro. Para o tucano, a Prefeitura não poderia abrir mão de um terreno tão valioso, enquanto a cidade tem demanda por investimentos em setores como saúde.

A mesma tese foi defendida pelos manifestantes da audiência de ontem. Vereadores do PT chegaram a bater boca com os participantes do protesto e foram vaiados.

Representante da Prefeitura, o procurador Henrique Fugaya, afirmou que a concessão do terreno é importante porque o acervo documental dos dois mandatos do ex-presidente Lula é um patrimônio a ser conservado.

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