WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

‘PSDB sente ciúmes de Doria’, diz candidato a vice do tucano

Para Rodrigo Garcia (DEM), a ‘velha guarda’ tucana se incomoda com trajetória do candidato do partido ao governo de SP

Adriana Ferraz, Pedro Venceslau e Renato Onofre, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2018 | 05h00

Candidato a vice-governador na chapa do tucano João Doria, o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP) disse ao Estado que a “velha guarda” do PSDB “sente ciúme” do ex-prefeito. Sem citar nomes, o parlamentar, que também é líder da bancada do DEM na Câmara, afirmou que parte do PSDB se sente incomodada com a rápida trajetória de Doria. 

“Como ele chegou na política e já virou prefeito de São Paulo – e agora vai ser governador, se Deus quiser – o entorno dos tucanos tem ciúmes, e a velha guarda se sentiu incomodada. Ele tem um novo estilo, diferente dessa tucanada”, disse. 

Em 8 de outubro a direção municipal do PSDB, que é composta majoritariamente por aliados de Doria, decidiu expulsar 17 membros do partido por infidelidade partidária. Entre eles estavam o ex-governador Alberto Goldman e o secretário de Governo Saulo de Castro. A decisão, porém, foi desautorizada pela executiva nacional do partido

Garcia também falou sobre a estratégia da campanha tucana de tentar colar no governador Márcio França, candidato à reeleição pelo PSB, o selo de “esquerdista” – ainda que Doria tenha recebido apoio dele na campanha pela prefeitura de São Paulo em 2016. “Receber apoio da esquerda tudo bem, mas não apoiamos a esquerda”, afirmou. 

Para Garcia, a discussão sobre esquerda e direita está colocada no País. “Naturalmente, o Márcio (França) representa aquele lado e nós esse. Márcio França é esquerdista, é socialista. Ele sempre apoiou Lula, Dilma, PT". 

Até o candidato derrotado do MDB ao governo paulista, Paulo Skaf, que é presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), entrou na cota de “esquerdistas”. “Skaf é do MDB. Não vi o Doria chamá-lo de esquerda. Mas se apoia a esquerda é porque gosta da esquerda.”

Após ser ultrapassado por França na reta final do segundo turno, Skaf declarou apoio ao governador e passou a fazer campanha ao lado, sempre com críticas duras a João Doria

Um dos principais dirigentes do DEM, Rodrigo Garcia elogiou Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. “Não sei se o DEM será da base (governista), mas o nosso apoio é incondicional (a Bolsonaro) porque somos anti-PT”. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.