PSDB quer frear confronto Alckmin-Kassab visando 2o turno

O crescimento doprefeito Gilberto Kassab (DEM) e a queda de Geraldo Alckmin(PSDB) nas pesquisas de intenção de voto à prefeitura de SãoPaulo preocupa a direção do PSDB, que pretende evitar a subidade tom entre os dois candidatos. A recomendação a Alckmin é que centre o confronto nacandidata Marta Suplicy (PT), que lidera a disputa, e deixe aporta aberta para uma aliança com o DEM no segundo turno. O assunto foi tema de reunião da Executiva nacional doPSDB, na quarta-feira, em Brasília, capitaneada pelo senadorSérgio Guerra, presidente da legenda. "As duas candidaturas não podem centrar fogo uma na outra esim na Marta. Senão, retira votos e cria tensão para o segundoturno", disse à Reuters o deputado Walter Feldman, tucanopró-Kassab e secretário municipal de Esportes. Ele chama de "acontecimento inédito" ter duas candidaturasna mesma base de apoio, mas afirma que a falta de acordo nãopode chegar ao eleitor. Na análise do deputado, até agora o PSDB tinha como certoque Alckmin iria ao segundo turno contra Marta, mas depois queKassab começou a crescer na preferência do eleitor o tucano deumostras de ataque à gestão da prefeitura, o que já foiarrefecido. "É nesse momento que a turma do deixa disso tem que atuar",disse Feldman, que considera Guerra o principal articuladordesta determinação. O deputado Edson Aparecido, coordenador geral da campanhade Alckmin, acredita que ataques só afastam o eleitor. "Nosúltimos dias, Marta e Kassab caíram (nas pesquisas internasrealizadas pela campanha) porque estão se batendo e o eleitornão gosta disso." Aparecido acredita que o confronto entre os candidatos doPT e do DEM facilita a recuperação de Alckmin. Desconhecido do eleitor, apesar de ter assumido aprefeitura há mais de dois anos com a saída de Serra, Kassabtem o maior tempo na TV (8 minutos e 44 segundos) e lidera acaptação de recursos para a campanha com mais de 6 milhões dereais, de acordo com dados de agosto. Marta vem a seguir eAlckmin é o lanterninha. Pesquisa do Datafolha mostra que Alckmin tinha 32 por centoem 25 de julho, caiu para 24 por cento em 24 de agosto emanteve este patamar em 30 de agosto. Kassab subiu de 11 porcento para 14 por cento e chegou a 16 por cento. Marta lideracom 39 por cento na última pesquisa. Depois dos resultados, Alckmin ampliou em muito ascaminhadas e os eventos públicos, recomendação do partido.Ensaiou ataques a Kassab e manteve o debate com Marta. Acampanha petista diz que não escolhe adversário para o segundoturno, mas já se fala em Kassab como mais fácil de combater. "Quanto mais (bater) melhor. Marta foi ao teto dela", disseGuerra, recém-chegado de viagem aos Estados Unidos ondeassistiu à convenção do partido Democrata. Ele tem conversadocom Alckmin ao telefone. O senador acredita que as portas têm que estar abertasentre PSDB e DEM, mas as articulações para o segundo turnoprecisam esperar uma definição. "Tem que haver lucidez ecapacidade política de sustentar a mesma candidatura", disse. Também está acertado um jantar da campanha de Alckmin paraa próxima quarta-feira, na sede do Jockey Club, que deve ter apresença do governador José Serra, até agora ausente dacampanha. Além de mobilizar o partido, a campanha vai usar oencontro para arrecadar fundos.

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