PSDB fecha com DEM em Salvador por aliança em SP

O PSDB deve anunciar nas próximas duas semanas que vai abrir mão de lançar um candidato próprio à Prefeitura de Salvador para apoiar o candidato do DEM no município, o deputado ACM Neto. O movimento faz parte de uma negociação para que os democratas entrem o quanto antes na coligação do ex-governador José Serra em São Paulo.

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h47

Os tucanos estão próximos de superar as últimas resistências ao acordo na capital baiana. O deputado Antonio Imbassahy se lançou como candidato do PSDB, mas deve ser convencido pelo comando do partido de que deve abrir espaço para facilitar a aliança entre Serra e o DEM.

As negociações entre PSDB e DEM em São Paulo são conduzidas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ontem, ele almoçou com Imbassahy para discutir o impasse.

Há cerca de 15 dias, Alckmin incluiu Serra em uma reunião com dirigentes do DEM e ACM Neto. No encontro, os democratas pediram que o ex-governador se empenhasse para convencer Imbassahy a abrir mão de sua candidatura na Bahia. ACM Neto estabeleceu o dia 14 de abril como limite para a resposta dos tucanos sobre o acordo.

A partir de então, Serra manteve conversas com o deputado tucano Jutahy Júnior - seu amigo e aliado de Imbassahy.

O PSDB acelerou as negociações para fortalecer a candidatura de Serra imediatamente após a prévia para reduzir a repercussão de seu porcentual de votos (52,1%), que ficou abaixo da expectativa de sua equipe. Além disso, o partido também pretende evitar que o DEM, seu aliado histórico, se aproxime da candidatura de Gabriel Chalita (PMDB) em São Paulo.

Os democratas resistiam a integrar a chapa de Serra devido à participação do prefeito Gilberto Kassab - ex-DEM e fundador do PSD, sigla que tirou deputados e governadores democratas.

Nas conversas com a legenda, Alckmin e sua equipe alegam que a conduta do governador foi exemplar no período de criação do PSD. Enquanto muitos governadores ajudaram a viabilizar a fundação do novo partido, Alckmin foi o único que teria mantido apoio aos democratas. / B.B.

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