EFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

PSDB enfrenta hoje mesmas dificuldades que o PT, diz Marina sobre carta de FHC

Para candidata da Rede, 'fazer um discurso para que haja uma união e dizer que o figurino cabe no candidato do seu partido talvez não seja a melhor forma de falar em nome do Brasil'

Cristian Favaro e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2018 | 14h15

A candidata da Rede ao Planalto nas eleições 2018, Marina Silva, ironizou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao ser questionada sobre sua opinião acerca da carta escrita pelo tucano​. "É legítimo que o ex-presidente se coloque, ainda mais quando seu próprio partido vive a mesma dificuldade do partido que hoje já tem um dos seus líderes presos", afirmou, nesta sexta-feira, 21, após encontro com ambientalistas, no bairro Consolação (SP), em referência ao PSDB e ao PT.

A candidata afirmou também que "fazer um discurso para que haja uma união e dizer que o figurino cabe no candidato do seu partido talvez não seja a melhor forma de falar em nome do Brasil", em referência ao texto de FHC, e emendou: "Não podemos, em nome das pesquisas, impor à sociedade brasileira que este é apenas um plebiscito entre o azul e o vermelho", disse.

Ontem, o ex-presidente FHC publicou uma carta aberta na qual afirma que a situação do País é "dramática", mas que ainda "há tempo para deter a marcha de insensatez". Ele defendeu apoio único a quem tem "melhores condições de êxito eleitoral" entre candidatos de centro para não levar o País ao aprofundamento da crise institucional. Contudo, não citou nominalmente o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin, no texto.

Marina já havia se manifestado, na noite de quinta-feira, a respeito da carta. FHC compartilhou-a em seu Twitter, alegando que quem "veste o figurino" do centro é Alckmin, a que a ex-ministra respondeu, também na rede social: "Ninguém chama para tirar as medidas com a roupa pronta."

No evento com ambientalistas, Marina relembrou o período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente e defendeu que a preservação dos biomas não deve ser vista como um empecilho para o desenvolvimento econômico do Brasil. A candidata da Rede atacou ainda fortemente os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer (MDB), cujas gestões teriam comprometido as áreas de preservação nacional. 

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