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PSDB diz que decide hoje se vai pedir investigação

DEM e PPS já disseram que Valério tem novidade sobre o esquema do mensalão e que 'Brasil espera explicações'

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h08

O PSDB decidirá hoje em reunião se pede ao Ministério Público a abertura de investigação para apurar informações da revista Veja segundo as quais o empresário Marcos Valério teria dito a amigos e parentes que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o chefe do esquema do mensalão.

De acordo com as informações da revista atribuídas a Valério, o esquema de desvio de verbas chegou a movimentar R$ 350 milhões, valor muito superior ao apurado pela CPI dos Correios e pela Polícia Federal, que investigaram o escândalo.

O DEM e o PPS, que também fazem oposição ao governo, já se manifestaram sobre as informações de que Valério teria novidades sobre o mensalão. "O que eram suspeitas colocam-se agora como objeto real de investigação pelas revelações atribuídas a Marcos Valério, principal agente operador do mensalão. Se confirmadas as revelações fica evidenciado que o mensalão estava instalado no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, símbolos maiores do poder da República. O Brasil espera explicações", disse em nota o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN).

Já o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), pediu ao Ministério Público que investigue as novas denúncias. "É dever do Ministério Público, diante de uma denúncia crime, que é o caso da reportagem, abrir processo", afirmou Freire. Para ele, a participação de Lula não é novidade, mas as revelações de Valério confirmam o que a oposição vem denunciando há anos. "O enredo era conhecido, mas não se tinha todos os detalhes que estão sendo revelados agora com o julgamento no Supremo Tribunal Federal e com as revelações de Marcos Valério."

Cautela. O senador tucano Aécio Neves (MG), cotado para disputar a Presidência da República em 2014, disse ontem acreditar que o caso ainda terá "desdobramentos" no cenário político, mas afirmou que é preciso ter "cautela" ao vincular o ex-presidente Lula com o escândalo do mensalão. "Acho apenas que esse episódio vai ter ainda desdobramentos. Vamos aguardá-los com cautela." / COLABOROU MARCELO PORTELA

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