PSDB desiste de candidaturas no interior para atrair PSB

Para fechar alianças com Eduardo Campos, hoje com Dilma, tucanos evitam candidaturas em Rio Preto e Campinas

O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2012 | 03h12

A direção do PSDB paulista, controlada pelo grupo do governador Geraldo Alckmin, decidiu abrir mão de candidaturas do partido em cidades importantes do Estado neste ano em favor do PSB, aliado que os tucanos querem atrair na capital e nas eleições de 2014.

O senador Aloysio Nunes Ferreira, o mais votado do País, desistiu de lutar por candidatura própria do PSDB para Prefeitura de São José do Rio Preto (SP), seu reduto eleitoral. Aloysio, que pregava desde 2010 candidaturas próprias do PSDB nas grandes cidades de São Paulo, viu seu plano sofrer resistência por parte dos diretórios estadual e local do partido e já admite o apoio dos tucanos à reeleição do prefeito Valdomiro Lopes (PSB).

"Não há ninguém que se disponha a ser candidato. Por isso, o caminho deverá ser apoiar a reeleição do Valdomiro", disse Aloysio. "Eu gostaria que houvesse um candidato, mas não posso forçar uma situação, não posso fazer mágica, tirar um coelho da cartola e inventar um candidato, já que o Vaz (deputado tucano Vaz de Lima) ou a mulher dele não estão dispostos e eu também não vou concorrer", completou.

Campinas. Abrir mão de ter candidatura própria para apoiar o deputado federal Jonas Donizete (PSB) na disputa pela Prefeitura de Campinas é uma tendência para o PSDB na cidade.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou a possibilidade da aliança no ano passado ao presidente do PSB nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. De acordo com o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), candidato derrotado em três eleições municipais e membro da executiva nacional do partido, o PSDB tem interesse em apoiar Donizette. A aliança estaria condicionada a uma "gestão compartilhada" no município, apoio para a reeleição de Alckmin em 2014 e reforço para os tucanos na corrida presidencial.

"Faço parte da Executiva Nacional e tenho que ter uma visão macro", disse o deputado. "Não dá para pensar única e exclusivamente em Campinas", afirmou Sampaio, que disse ter se reunido com o governador em novembro para expor a importância de um movimento do partido em apoio a Donizette. De acordo com o deputado, o governador concordou com a análise.

Segundo a deputada estadual Célia Leão, a decisão de lançar candidato ou apoiar o deputado federal do PSB será tomada na próxima reunião de diretório, marcada para fevereiro. "Tenho nomes fortes como os de Jurandir Fernandes (secretário municipal dos Transportes Metropolitano de São Paulo), Carlos Sampaio e Artur Orsi (vereador e autor do pedido de Comissão Processante contra o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos, do PDT), mas se não houver candidatos, a tendência é o apoio ao Jonas."

Donizette disse que vai aguardar a decisão do PSDB. "Tenho um compromisso pessoal com o partido de caminharmos juntos, de termos uma costura para as eleições municipais, agora apenas aguardo uma decisão partidária", disse.

Segundo ele, a aliança não impõe condições, mas o caminho natural seria o apoio recíproco em situações futuras. / TATIANA FÁVARO e CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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