PSDB corre o risco de ficar sem o PTB na capital paulista

Sob a ameaça de perder o apoio do DEM na eleição deste ano para a Prefeitura de São Paulo, o PSDB assiste agora à possível migração de outro aliado para uma candidatura "adversária". O PTB articula aliança com o PMDB, do deputado Gabriel Chalita, pressionado pelos líderes nacionais da legenda.

O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2012 | 03h00

Em dezembro, Chalita participou de encontro do PTB em Brasília acompanhado do senador Gim Argello (PTB-DF), entusiasta da aliança. Também esteve com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que deu aval para discutir uma eventual acordo entre as duas legendas. O PTB pleiteia a vice de Chalita e um dos cotados para o cargo é o deputado Arnaldo Faria de Sá.

O PMDB também tem na mira o DEM, outro aliado dos tucanos. Com o patrocínio do vice-presidente, Michel Temer, o partido negocia a vice na chapa de Chalita. Em troca, o PMDB se dispõe a apoiar candidaturas do DEM pelo País. A ação conta com a simpatia dos democratas paulistas.

Na mesa de negociação, o PMDB colocou a coligação na chapa de vereadores. Os líderes do partido lembram que em 2004 fizeram a aliança com o PT na proporcional e conseguiram eleger 6 vereadores. Em 2008, não fecharam o acordo com os tucanos, que apoiaram apenas na majoritária, e emplacaram apenas três parlamentares.

Segundo líderes do PSDB, a ação dos partidos aliados não incomoda o governador Geraldo Alckmin, já que o tucano é próximo de Chalita, que foi seu secretário de Educação (2003 a 2006).

A aliança PTB-PMDB precisa, no entanto, do aval do deputado estadual Campos Machado, presidente petebista em São Paulo. Ele defende o lançamento de candidatura própria, encabeçada pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso.

Temer e o deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB em SP, devem conversar com Campos sobre a possibilidade dessa aliança. O petebista chegou a ser candidato a vice de Alckmin em 2008. / JULIA DUAILIBI

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