PSDB compara obra a falso dossiê e FHC vê infâmia

O PSDB divulgou ontem nota sobre o livro A Privataria Tucana em que repudia "a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização (...) e acusar o partido e seus líderes de participar de ações criminosas".

O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h05

Os tucanos comparam o livro a "falsos dossiês" e dizem que "uma constante dessa fabricação" tem sido "a participação de membros e agentes" do PT.

"O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a 'lista de Furnas', o 'dossiê Cayman' e o caso dos 'aloprados'. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos", diz o partido.

Reportagem da revista Veja publicada no final de semana mostra diálogos do lobista Nilton Monteiro que indicam uma negociação para falsificar um documento que apresentaria doações irregulares a políticos ligados ao PSDB e demais partidos de oposição ao PT. O caso ficou conhecido como 'lista de Furnas'.

Em outra nota, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se solidarizou com "as vítimas da infâmia" e cobrou dos tucanos que "reajam com indignação". "Chega de assassinatos morais de inocentes."

Ele também lembrou o caso do Dossiê Cayman, em que ele próprio foi acusado de possuir uma conta milionária na ilha. "Quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia", conclui.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.