PSDB alerta para recuo de Alckmin e quer Serra em campanha

Tucanos avaliam que recuperação da candidatura em São Paulo depende da participação direta do governador

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2008 | 16h34

A principal preocupação do comando nacional do PSDB é que o recuo no desempenho do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, à prefeitura de São Paulo, registrado na última pesquisa de intenção de voto, tenha influência negativa nas eleições municipais e afete o ânimo do partido em outros Estados. Para evitar o pior, os tucanos avaliam que a recuperação do candidato depende fundamentalmente da participação direta e decisiva do governador José Serra, que precisa pôr logo um ponto final no clima de tensão entre os dois grupos do PSDB paulista.   Veja também: Alckmin critica falta de médicos no rádio; Kassab contra-ataca Começa nesta terça-feira propaganda eleitoral na TV e no rádio Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato  Veja a íntegra da última pesquisa  Veja especial multimídia com o perfil dos candidatos  Veja o guia do eleitor    Segundo pesquisa Ibope, encomendada pelo O Estado de S.Paulo e a TV Globo e divulgada na última sexta, Marta aparece disparada com 41% das intenções de votos. Na última pesquisa, a candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida - 34% de Marta contra 31% de Alckmin.   "Se ainda deseja ser candidato à sucessão presidencial em 2010, Serra precisa entrar mais na campanha e pedir a retirada imediata de seu grupo na campanha do prefeito, Gilberto Kassab", disse um senador do PSDB "Se o PSDB continuar em duas campanhas será um fracasso", analisou o parlamentar. Além da ausência de Serra e das divergências recorrentes do PSDB paulista, Alckmin está penando também por outros motivos: falta de dinheiro e firmeza do próprio candidato. "Ele passou os últimos dez dias com R$ 10 mil no caixa", revelou um dos coordenadores da campanha, para acrescentar que o eleitorado de São Paulo está assistindo às duas campanhas, da petista Marta Suplicy e de Gilberto Kassab. "Enquanto eles fazem campanha, Geraldo Alckmin toma café", resumiu.   Além da força da militância do PT, a ex-ministra do Turismo do governo Lula, segundo um deputado do PSDB, está com recursos suficientes para empolgar mais ainda sua campanha, assegurando-lhe a dianteira nas pesquisas de intenção de votos. A petista está também com um discurso pronto e consistente, outra falha de Alckmin. A situação complicada na capital paulista, carro-chefe da eleição municipal para o PSDB e o PT, já motivou conversas internas no PSDB, incluindo até políticos do DEM. A expectativa é de que as últimas pesquisas vão servir como uma espécie de freio de arrumação.   O PSDB alega que o publicitário Luiz Gonzalez, que comandou a campanha fracassada de Alckmin ao Planalto em 2006 e agora é responsável pelo programa eleitoral de Kassab na TV, estaria adotando uma estratégia no mínimo equivocada. Juntamente com o sociólogo Antonio Lavareda, que trabalha há anos para o DEM e realiza e monitora as pesquisas, Gonzalez estaria vendendo ilusões e atuando para convencer o comando do DEM que Kassab ainda tem chance de ser reeleito. Ou seja, dificilmente haveria um acordo entre DEM e PSDB neste momento para reformar a candidatura de Alckmin.

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