PSD se diz 'neutro' e quer defesa de gestão

Sigla anuncia bloco com PSB, que apoiou Haddad, e afirma querer ajudar desde que PT 'respeite' realizações de Kassab

DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h05

Um dia após o prefeito Gilberto Kassab dizer que trabalharia "a quatro mãos" com o sucessor, Fernando Haddad (PT), a bancada do PSD na Câmara Municipal anunciou ontem posição de "neutralidade" na próxima legislatura. Os vereadores do partido fundado por Kassab vão manter a atuação em conjunto com o PSB, sigla que fez parte da coligação que elegeu Haddad.

O líder do PSD na Câmara, vereador Marco Aurélio Cunha, disse que o partido vai exigir "respeito" com as realizações de Kassab. "Vamos colaborar com a cidade sem ser governista ou oposição. Nosso partido quer um diálogo produtivo com o novo prefeito, ele não é 'porta fechada'", afirmou. "(Mas) Se o PT mexer nas obras do prefeito, vai ser difícil a bancada apoiar."

Nota emitida ontem pelo PSD e pelo PSB confirma a manutenção da atuação em bloco. A primeira sigla elegeu sete vereadores na coligação que apoiou o tucano José Serra, mas o texto também leva a assinatura do primeiro suplente da legenda. O PSB terá três cadeiras na próxima legislatura. Com esses 10 ou 11 votos, o "bloquinho", como o grupo é chamado, espera influir em decisões importantes, como a escolha do presidente da Câmara, em 1.º de janeiro, e projetos de interesse de Haddad.

Orçamento. Ontem pela manhã, Kassab conversou com o líder do governo, Roberto Tripoli (PV), que vai ser relator do orçamento de 2013. A equipe de Haddad deve procurar o vereador nos próximos dias para adaptar a proposta enviada pelo Executivo às necessidades do futuro prefeito. O PV, que elegeu quatro parlamentares, ainda discute qual posição terá na próxima legislatura.

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