Divulgação/Alvaro Dias
Divulgação/Alvaro Dias

Alvaro Dias terá Rabello como vice nas eleições 2018

Partido do ex-presidente do BNDES fecha acordo com Podemos, assim como o PRP

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 19h03

Atualizado às 22:24

BRASÍLIA - Depois de uma reunião de mais de uma hora em Brasília, o PSC fechou nesta quarta-feira, 1º, apoio ao pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, o senador paranaense Alvaro Dias, e anunciou o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello de Castro para a vaga de vice. 

“Rabello apresentou uma carta ao partido solicitando que ele fosse liberado da candidatura de presidente para compor uma chapa de vice com o senador”, disse o presidente do PSC, Pastor Everaldo.

Além disso, o Partido Republicano Progressista (PRP), legenda do general da reserva Augusto Heleno Pereira, também decidiu apoiar Alvaro Dias, em convenção nacional realizada em São José do Rio Preto (SP). O general chegou a ser cotado para vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência, mas a sigla não fechou o acordo. Para o presidente nacional do PRP, Ovasco Roma Altimari, o senador paranaense representa “equilíbrio” para o País. 

Com as alianças, o presidenciável do Podemos, que contava com ao menos 5 segundos em cada um dos dois blocos do programa eleitoral, agora terá, no mínimo, mais 21 segundos dos outros dois partidos. 

Alvaro conversa com PROS e outros partidos

Após o encontro com representantes do PSC, Alvaro Dias disse que ainda está conversando com outros partidos para compor a coligação. “Com certeza até o fim de semana agregaremos outros dois partidos”, afirmou. O PROS é um dos sondados. 

Logo após o anúncio, o pré-candidato elogiou Rabello, dizendo que terá em sua chapa “o economista do ano”. “Ele agrega à nossa composição política o valor da qualificação técnica indispensável para a promoção das mudanças que o País está exigindo no momento”, afirmou. Dias disse que há convergência entre as propostas dos partidos e que não houve problema em realizar a aliança.

O ex-presidente do BNDES, por sua vez, disse que o Brasil é hoje “um País que não sabe voar direito” sem piloto certificado. “Este é o início da refundação da República”, afirmou. “Estamos dando o primeiro passo para acabar com a picaretagem na política brasileira.”

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