PSB decide apoiar Aécio no 2º turno

PSB decide apoiar Aécio no 2º turno

Em reunião nesta tarde, 21 membros da Executiva Nacional votaram pela aliança, apenas o senador João Capiberibe (AP) defendeu o apoio a Dilma Rousseff.

João Domingos, Daiene Cardoso e Fábio Brandt , O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 17h43

Atualizado às 21h58

Brasília - BRASÍLIA - O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, recebeu nesta quarta-feira, 7, o apoio do PSB, do PSC e do PV, partidos derrotados no 1.º turno da eleição presidencial. Aécio também conquistou o apoio de setores do PMDB e do PDT, partidos da coligação da sua adversária, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). 

A onda de adesões deve continuar nesta quinta-feira, 9, quando os seis partidos que apoiaram a candidatura da ex-ministra Marina Silva (PSB) farão uma reunião para tomar uma decisão conjunta. Além do PSB, outras duas legendas - PPS e PSL - já decidiram pelo apoio ao tucano no 2.º turno da eleição. A previsão é que Marina também manifeste adesão à candidatura de Aécio.

Em Brasília, o candidato do PSDB aproveitou a solenidade em que recebeu o mais importante dos comunicados de apoios, o do PSB, para lembrar o ex-governador Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto num acidente aéreo. “No limite de minhas forças levarei para todo o Brasil o legado de Eduardo Campos.” 

O tucano repetiu uma frase dita por Campos um dia antes de morrer, e que virou mote da campanha de Marina Silva, que o substituiu: “Nós não vamos desistir do Brasil”. 

O governador de Pernambuco, João Lyra (PSB), e o governador eleito, Paulo Câmara (PSB), participaram do encontro do partido. Eles anunciaram que estavam levando o apoio de todo o Estado, inclusive da família de Campos, como sua mulher, Renata, e seu irmão, Antonio. 


O PSB decidiu por 21 votos a favor do tucano e 7 pela neutralidade - um deles, o do presidente interino do partido, Roberto Amaral. O senador João Capiberibe sugeriu que o partido marchasse com a presidente Dilma Rousseff no 2.º turno. Pai do governador do Amapá, Camilo Cabiperibe, o senador luta para garantir o apoio do PT ao filho na próxima etapa da eleição no Estado. 

No encontro, estavam ainda o senador Pedro Taques (PDT), eleito governador de Mato Grosso, e o deputado Antonio Reguffe (PDT), eleito senador pelo Distrito Federal. O PDT integra a base de Dilma. 

Pastor. Antes da reunião do PSB, Aécio se reuniu com o candidato derrotado Pastor Everaldo (PSC), de quem também recebeu apoio. Durante a reunião que selou sua adesão à candidatura de Aécio, Everaldo disse que o tucano representa “a mudança que o Brasil quer”. Entre os que aplaudiram a declaração estavam políticos do PMDB - partido que apoia formalmente a candidata do PT à reeleição - como o governador eleito do Espírito Santo, Paulo Hartung, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). 

Pastor Everaldo disse que pediu duas questões genéricas ao tucano. “Que tire o Brasil das páginas policiais” e “que olhe com carinho para os pobres”. 

PV e base aliada. O ex-deputado Eduardo Jorge, que disputou o 1.º turno pelo PV, também manifestou apoio ao tucano. Jorge disse que sua manifestação era livre e crítica, porque os verdes não estavam pedindo nada em troca. Ele afirmou ainda que, na questão da agricultura e do desenvolvimento sustentável, a proximidade do programa do PV é com o PSDB. 

Também nesta quarta, cerca de 20 deputados do PMDB, de diversos Estados, fizeram uma reunião na Câmara. Houve a sugestão para que apoiem Aécio. 

Apenas um deles, o paranaense João Arruda, sobrinho do senador Roberto Requião, foi contra a o anúncio. O líder da bancada, Eduardo Cunha (RJ), comandou a reunião, mas não disse se apoia Dilma ou Aécio. 

Ele afirmou que vai reunir a bancada novamente na próxima semana para saber a opinião da maioria dos 66 deputados eleitos pelo PMDB e, aí sim, decidir qual posição tomar. 

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