Bruno Cantarelli/Divulgação
Bruno Cantarelli/Divulgação

PRP retira pré-candidatura de coronel ao governo e deixa Bolsonaro sem palanque em Pernambuco

Sem alianças e com desempenho pífio nas pesquisas a postulação de Luiz Meira se tornou inviável para o partido que quer focar na eleição de deputados federais

Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2018 | 05h00

RECIFE – A Executiva Nacional do PRP retirou a pré-candidatura do coronel Luiz Meira ao governo de Pernambuco nas eleições 2018, deixando o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sem palanque no Estado. Meira tinha como proposta para a educação e a segurança pública a militarização das escolas em áreas consideradas de risco. A decisão da cúpula do partido foi informada ao diretório estadual por meio de nota assinada pelo presidente Ovasco Resende e divulgada na sexta-feira, 27.

De acordo com o texto, a legenda vai focar na formação de uma bancada federal “suficiente para superar a cláusula de desempenho”. Atualmente, a sigla tem apenas o deputado Nivaldo de Albuquerque, de Alagoas, na Câmara.

Segundo a emenda constitucional 97/17, a cláusula de desempenho para acesso ao fundo partidário e ao tempo no rádio e TV no horário eleitoral será progressiva. A partir de 2019, só terão acesso a esses benefícios os partidos que conseguirem, nas eleições deste ano, pelo menos 1,5% dos votos para a Câmara (nove deputados), distribuídos em nove estados e com mínimo de 1% dos votos em cada um deles. Esses percentuais sobem gradativamente até 2031. 

 

“Uma candidatura majoritária própria para o cargo de governador não viabilizaria a obtenção de votos capazes de conduzir o partido à superação da cláusula de desempenho. O coronel Meira não contou com adesão de outros partidos o que seria muito importante para o cumprimento da meta eleitoral”, afirmou Resende na nota.

 

O fraco desempenho do militar nas pesquisas também pesou na decisão dos dirigentes nacionais do PRP. Em levantamentos registrados no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Meira aparece oscilando com 1% e 2% da preferência dos eleitores. Para a cúpula do partido, “os números se mostraram insuficientes, além disso o custo da campanha inviabilizaria a meta partidária de aplicar recursos nas candidaturas dos deputados federais”. Procurado pela reportagem, o coronel Meira não foi localizado.

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