'Prova contra Dirceu é testemunhal', repete procurador

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, repetiu ontem que a prova contra o ex-ministro José Dirceu no esquema do mensalão "é mais que robusta, ela é contundente". Nos autos, Gurgel pede a condenação do petista por crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. No último memorial que entregou aos 11 ministros do STF, Gurgel elencou 11 depoimentos de testemunhas que indicam o envolvimento de Dirceu no mensalão. Mas não apontou documentos. "Eu já havia destacado, em alegações finais e na minha sustentação oral, que em relação a José Dirceu e a outros integrantes do núcleo político a prova é essencialmente testemunhal, como sempre ocorre nesse tipo de crime." O procurador afirmou não ter dúvidas de que o ex-ministro era um homem muito influente, ao comentar reportagem publicada no fim de semana pelo Estado sobre as ações de Dirceu na Casa Civil, entre os anos de 2003 e 2005. Ele não admite que a prova baseada em testemunhos torna-se frágil. "A prova testemunhal tem rigorosamente o mesmo valor das demais provas que o nosso Direito admite", afirmou o procurador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.