Protestos voltam a mudar a rotina de Cumbica

Empresa e concessionária pediram que passageiros adiantassem chegada; manifestação à noite teve confrontos no centro de Guarulhos e na Dutra

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2013 | 02h06

Pela segunda sexta-feira consecutiva, protestos em Guarulhos alteraram a rotina do Aeroporto de Cumbica. Temendo o mesmo tumulto da semana anterior, quando mais de 5 mil pessoas fecharam o acesso ao terminal, a concessionária GRU Airport e a TAM pediram aos passageiros que chegassem mais cedo.

O protesto - pela revogação do aumento do IPTU e fim da corrupção - começou às 16h30 no centro e reuniu mil pessoas. Cerca de 200 manifestantes bloquearam a Via Dutra nos dois sentidos, às 19h. Às 20h30, na altura da ponte estaiada de Guarulhos, ativistas tentaram colocar fogo em um ônibus. A Polícia Militar interveio e dispersou com bombas e balas de borracha. Às 21h30, os dois sentidos da rodovia estavam liberados. O analista Paulo Roberto Júnior, de 33 anos, conseguiu escapar de um protesto em Taubaté, mas acabou parado na Dutra. "Já estou aqui há quase duas horas."

Na região da prefeitura houve tensão. Um fotógrafo da Futura Press levou um tiro de bala de borracha na perna, disparado pela Guarda Civil. Manifestantes jogaram pedras na sede da prefeitura, em uma agência bancária e em carros de serviços municipais e da imprensa. A prefeitura de Guarulhos "lamentou" o vandalismo. Outro foco de protesto foi na Rodovia João Zarif, perto do aeroporto, que foi fechada com barricadas. Houve confronto e a PM usou bala de borracha e bombas.

Outros protestos. Já em São Paulo, na Avenida Paulista, 100 pessoas pediram o impeachment do governador Geraldo Alckmin e 60 protestaram contra o Ato Médico. Houve manifestações em pelo menos outras sete capitais (Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal, Rio, São Luís e Vitória). Em Minas, voltou a ocorrer bloqueios em rodovias.

No caso mais grave, em Cosmópolis (SP), um grupo de 200 manifestantes fechou a Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332) e tentou atear fogo em duas cabines de pedágio. O grupo protestava contra a tarifa de pedágio e chegou a escrever no chão, com areia, a sigla PCC (Primeiro Comando da Capital). A PM usou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar o protesto. / COLABORARAM NATALY COSTA e RICARDO BRANDT

Mais conteúdo sobre:
protestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.