Promotoria de Alagoas investiga o Minha Casa

Ministério das Cidades, que toca o programa habitacional de Dilma, também analisa caso revelado pelo 'Estado'

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2013 | 02h05

O Ministério Público Federal em Alagoas vai investigar o programa Minha Casa, Minha Vida. Os procuradores da República no Estado querem saber se houve ato de improbidade administrativa por parte dos gestores públicos ao escolherem uma construtora ligada ao candidato à presidência do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), além de outras empresas contratadas no Estado para execução do programa e distribuição de moradias populares. O MPF vai requisitar informações à Caixa Econômica Federal, ao Ministério das Cidades e às prefeituras beneficiárias do programa.

Na quinta-feira, o Ministério das Cidades também determinou a abertura de um procedimento interno para apurar o uso político do programa em Alagoas. Já a Caixa vai vistoriar as unidades habitacionais entregues em Alagoas. Moradores denunciaram a baixa qualidade da construção e irregularidades na documentação.

A Controladoria-Geral da União também vai começar este ano uma fiscalização nos contratos do Minha Casa assinados na chamada faixa 1, bancada com recursos do Orçamento. A auditoria, coordenada pela Área de Cidades do órgão de Controle, vai apurar a qualidade das obras, a seleção dos beneficiários e se os critérios estabelecidos pelo governo estão sendo cumpridos.

O Estado revelou nesta semana que Renan turbinou a execução do programa usando seu domínio nas prefeituras e sua influência na Caixa. Uma das maiores beneficiárias do programa é a Construtora Uchôa, que faturou mais de R$ 70 milhões do Minha Casa, e é de propriedade do irmão de Tito Uchôa, apontado como "laranja" de Renan.

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