Projeto de Marta para o Metrô 'não pára de pé', diz Alckmin

Candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo criticou especialmente as mudanças na Linha 6

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

27 de agosto de 2008 | 15h50

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou nesta quarta-feira, 27, o projeto de sua adversária do PT, Marta Suplicy, para a expansão do metrô. Alckmin repetiu que Marta "não colocou nem um centavo no metrô" quando foi prefeita de São Paulo e afirmou que a proposta dela, recém apresentada, "não pára de pé", "não tem o menor sentido". O candidato falou após participar de encontro promovido pela Federação dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Cargas.   Veja também: Tenho mais votos que Alckmin e Kassab juntos, diz Marta Divido com Serra a alegria de subir nas pesquisas, diz Kassab Alckmin diz que Serra na campanha 'não tem efeito prático' Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor  O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) criticou especialmente as mudanças na Linha 6, que liga a Freguesia do Ó à Vila Prudente. O projeto "some com uma linha do metrô, que é talvez a linha mais importante, porque ela atravessa toda a cidade, integrando a região norte (da cidade) com a região leste e apresenta um traçado quase em cima da linha do trem (da CPTM)". Reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostrou hoje que a proposta de expansão da rede da petista contraria o plano executado desde o início da atual gestão pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).As principais diferenças propostas são nas extensões de linhas, como a criação de uma estação adicional da Linha 4 (Amarela) na Vila Maria e um novo trajeto da futura Linha 6. Marta quer que ela saia da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, e vá até a estação Conceição, na Linha 1 (Azul). O Metrô trabalha com o plano de ir da Freguesia do Ó à estação São Joaquim da Linha 1.Alckmin atacou a candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), afirmando que ela "fez uma opção equivocada, porque usou dinheiro para fazer túnel" quando esteve à frente da Prefeitura. "Ela colocou no orçamento praticamente R$ 1 (para o metrô) e não liberou. Também não teria nem sentido liberar R$ 1. E veio com a desculpa de que não tinha projeto", afirmou. Insistindo que não pretende "elevar o tom contra ninguém", disse ver um "abismo entre o falar e o fazer" da candidata do PT. "Vamos contrapor idéias, contrapor propostas, e verificar o discurso e a prática, porque às vezes há um abismo entre o falar e o fazer."O tucano prometeu investir no metrô de três formas: com recursos do orçamento da Prefeitura, apoio da iniciativa privada e via financiamento. Mas não disse de quanto seria o investimento municipal. "A gente precisa ter cautela, analisar melhor a proposta orçamentária", afirmou. No encontro com integrantes da Federação dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Cargas, o tucano prometeu implementar um fórum permanente de debate sobre o trânsito, proposta da própria entidade. Mais cedo, em evento com o setor hoteleiro, ele apresentou propostas para o turismo.Serra na campanhaO candidato do PSDB minimizou o fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não participar de eventos da campanha, mas prometeu que os dois aparecerão juntos. "O governador José Serra já está na campanha", voltou a dizer, ressaltando a gravação que Serra fez para seu programa no horário eleitoral gratuito. "Hoje em dia esses comícios são eletrônicos", disse. "Se você fizer um comício você vai levar pessoas do próprio partido, é mais para colocar na televisão."

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