PÓS-DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, PROFESSOR DA , UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h04

Por que será que os programas eleitorais dos candidatos a prefeito de São Paulo usam o rádio como um palanque mais apimentado? Primeiro, porque a audiência do rádio nos horários da manhã é muito grande. Indo ao trabalho, motoristas fixam a atenção nos duelos verbais que já começaram. Para Lula, José Serra vai renunciar de novo. Para Serra, o Bilhete Único prometido por Fernando Haddad é "mensaleiro", uma alusão nada sutil ao mensalão. E, na prática, o que se escreve nos livros de marketing político, de que ataques pessoais não funcionam como boa estratégia para o convencimento do eleitorado, simplesmente não funciona neste momento da campanha. No rádio, os candidatos sentem-se mais à vontade, quase que conversando sozinhos e, por isso, sem papas na língua - já que o linguajar do rádio tem que ser o mais espontâneo possível. Gritado. Provocador. Para chamar mesmo a atenção. O que pode ajudar muito os candidatos neste veículo, mais do que ideias em debate ou cutucões, são os jingles. Se virem crianças cantando o seu jingle de campanha, os candidatos já podem comemorar. Cantem e não se esbofeteiem. Essa é a dica aos candidatos.

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