Processamento de informações atrasou apuração de SP, diz TSE

"Vamos corrigir. Se não, todo o setor de informática vai ter de se ver comigo", brincou Ayres Britto

Fabio Graner e Mariângela Gallucci, de O Estado de,

05 de outubro de 2008 | 22h10

A apuração dos votos de todas as capitais no País deve ser encerrada por volta das 22 horas, informou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto. A exceção é São Paulo que, até as 21h40, contabilizava 81% dos votos. Ele explicou que em relação a São Paulo houve um problema técnico de processamento das informações recebidas, que levou a um atraso na divulgação dos dados totalizados. "Houve necessidade de um freio de arrumação", disse Britto. "Isso nós vamos corrigir. Se não, todo o setor de informática vai ter de se ver comigo", ameaçou, em tom de brincadeira. Ele disse estar satisfeito com o ritmo da apuração dos votos.   Veja também: Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  Galeria de fotos dos candidatos à Prefeitura   Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  Vereador digital: Depoimentos e perfis de candidatos em São Paulo   Tire suas dúvidas sobre as eleições   Ayres Britto exaltou a tranqüilidade que marcou o processo eleitoral no primeiro turno. "Tenho boas novas. O fato é que as eleições transcorreram sem incidentes mais graves, sem fatos que causassem instabilidade institucional, nada que significasse disfunção que prejudicasse a legitimidade do processo eleitoral", disse Britto, destacando o "sucesso absoluto" no processo eleitoral na cidade do Rio de Janeiro, que era o foco de maior preocupação.   Ele contou que o governador do Rio, Sérgio Cabral, quer que seja prorrogada a permanência das forças federais para reforçar a segurança no segundo turno. "Nós vamos estudar isso", afirmou o presidente do TSE, fazendo, em seguida, elogios à cidade: "O Rio é Deus com a sua melhor roupa de sair." Segundo ele, houve incidentes pequenos em todo o País e o mais grave foi um ferimento por bala de borracha em bairro da Zona Oeste do Rio, na Cidade de Deus.   Na entrevista coletiva para fazer um balanço do primeiro turno, o presidente do TSE teve ao seu lado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que também saudou o processo e o associou aos 20 anos da Constituição Federal. "Foi um sucesso sem limites da Justiça Eleitoral, que nos enche a todos de orgulho", disse Mendes.   Ayres Britto também elogiou o desempenho das urnas biométricas - que lêem as impressões digitais -, que foram utilizadas em três cidades no País. Segundo ele houve índice de apenas 0,01% de não reconhecimento de digitais, fato justificado pelas urnas se localizarem em regiões com maior chance de as pessoas terem digitais desgastadas pelo trabalho. Britto reiterou que em até oito anos o TSE deverá ter completo o cadastro biométrico, o que vai viabilizar uma eleição nesses moldes em todo o território nacional, impede fraudes de duplicidade de títulos de eleitor.   O presidente do TSE informou que no julgamento de casos de impugnação de candidaturas, a prioridade será dada aos casos em que as candidaturas passíveis de cassação tenham votação suficiente para ir ao segundo turno. Nos demais casos, segundo ele, "será seguida mecanicamente a legislação eleitoral". Britto disse ainda que será feito um esforço, inclusive por meio de plantões, para se examinar todos os casos antes da diplomação dos candidatos eleitos.   Custo de eleição   Ayres Britto informou que o custo da eleição deste ano foi de R$ 523 milhões. Em 2004, o processo consumiu R$ 420 milhões. A elevação nos gastos deveu-se, segundo ele, a alguns fatores como o aumento no número de eleitores, a produção de novas urnas e o financiamento da operação das forças federais para garantir a segurança no Rio de Janeiro.

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