'Privatização, eficiência e transparência'

Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), Renato Fragelli afirma que a volta ao poder dos economistas ligados à era FHC significa "fortalecimento das agências reguladoras, privatização com eficiência e transparência no cumprimento das metas de superávit primário". Fragelli, que se declara "economista liberal e eleitor do PSDB", diz ainda que na campanha de 2014 Aécio Neves terá oportunidade de defender "uma nova orientação de politica econômica" para o País.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2013 | 02h05

Qual a diferença entre o pensamento da equipe econômica da era FHC com a política atual?

Hoje, o sistema de metas não é mais tão puro. O governo não respeita mais as metas de superávit primário e faz uma 'salada' para atingi-lo. O governo também usa o BNDES para distribuir créditos em volumes altos, sem debate, o que representa um intervencionismo estatal gigantesco. Existe hoje uma política econômica que reflete uma visão política do PT, o que é legítimo, pois foram eleitos pelo povo, mas eu desconfio que esteja atrapalhando a economia brasileira.

Que medidas esses economistas liberais tomariam se voltassem ao governo?

Um novo governo baseado nessa visão resgataria políticas do governo Fernando Henrique e poderia desfazer os erros que governo do PT cometeu: fortaleceria as agências reguladoras, dando-lhes um caráter estritamente técnico e evitaria o seu aparelhamento; voltaria a privatizar com eficiência setores privatizáveis, como estradas e aeroportos; tornaria mais transparente o cumprimento do superávit primário, que hoje é um conceito nebuloso devido à manipulação das metas.

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