Wilton Junior|Estadão
Wilton Junior|Estadão

Primeiro debate no 2º turno no Rio tem críticas sobre boatos de internet

Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) trocaram farpas sobre campanha difamatória que contaminou a campanha nas redes sociais

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2016 | 00h23

RIO - No primeiro debate televisivo do segundo turno no Rio, os candidatos Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) evitaram os ataques e fizeram uma discussão mais propositiva. Em comum, eles criticaram aspectos da atual administração municipal, principalmente nas áreas de transporte público e legado olímpico.

O único momento de maior atrito aconteceu logo no primeiro bloco, mas ainda assim de maneira velada. Crivella e Freixo fizeram referências aos escândalos de corrupção na esfera federal para tentar minar a campanha um do outro.

Freixo perguntou a Crivella se a campanha do candidato do PRB seria pautada pelo desrespeito. Ele se referia a mensagens difamatórias que circularam pelas redes sociais ao longo da semana. “Freixo, você tem ao seu lado partidos que protagonizaram grandes escândalos. O Petrolão é um dos maiores da história. Você tem responsabilidade disso? Claro que não. Por isso que você não pode colocar nas minhas costas o que sai na internet”, reabteu Crivella.

O candidato do PSOL devolveu no mesmo tom. “Partidos que apoiam no segundo turno, existem do seu lado e do meu. Eu não fiz parte do governo (federal). Você fez, foi ministro”, retrucou Freixo.

Dentre as propostas,  Freixo afirmou que pretende “chamar o servidor público do Rio de Janeiro para governar junto”. Ele criticou a proposta de junções de secretarias feita por Crivella. O candidato do PRB afirmou que pretende cortar metade das pastas e dos cargos em comissão para diminuir o gasto público.

Os dois candidatos também questionaram o legado olímpico. “A maioria das instalações na Barra (Parque Olímpico) vai ser demolida. Aquilo vai ser dado a empresas que construíram as coisas para a Olimpíada, duas delas envolvidas com a Lava Jato”, acusou Crivella. “Quase metade das escolas municipais não tem qualquer quadra poliesportiva. Uma das coisas que a gente está querendo fazer é que esses possíveis legados sejam levados a elas”, afirmou Freixo.

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