Rodger Timm/Ascom PSDB
Rodger Timm/Ascom PSDB

‘Primeiro ano não pode ser estágio para governar’, afirma Eduardo Leite

Tucano Eduardo Leite quer levar principais projetos para aprovação na Assembleia ainda no primeiro semestre

Entrevista com

Eduardo Leite, candidato do PSDB ao governo do Rio Grande do Sul

Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 05h00

PORTO ALEGRE - O ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB) quer mostrar “novidade com experiência” para ganhar o eleitorado. Ele pretende enfrentar a crise renegociando os atuais termos do Regime de Recuperação Fiscal e aposta no desenvolvimento do Estado como saída. No plano nacional, declarou apoio “com ressalvas” a Jair Bolsonaro (PSL). A seguir, os principais trechos da entrevista:

O sr. diz que é a favor do Regime de Recuperação Fiscal, mas em outros termos. Quais?

A questão da recuperação é como vai ser aproveitada essa janela de oportunidade para gerar receita que dê fôlego para voltar a cumprir compromissos sem colapsar as contas. E há pontos que merecem ser reanalisados. O principal é o incremento de efetivo na Segurança. A simples reposição de cargos vagos não será suficiente para vencer a criminalidade.

Muita gente tem de sair de sua cidade para ter atendimento médico. O que pretende fazer para melhorar o acesso à Saúde?

Ajustar o pagamento para prefeituras, que estão com repasses atrasados. E os hospitais filantrópicos também têm tido atrasos no pagamento, o que faz com que se fechem leitos e suspendam serviços. Promover uma revisão das referências regionais de acordo com o perfil epidemiológico de cada região, para aproximar o atendimento de saúde.

O sr. diz que pretende colocar o salário do funcionalismo em dia no primeiro ano. Como?

Ações de reestruturação da máquina vão nos permitir a contenção de despesas. Até mesmo dentro do custo da folha de pagamento dos servidores, com a revisão e reestruturação de planos de carreira, que acabam produzindo um crescimento vegetativo que beneficia alguns em detrimento da grande massa dos servidores.

O governador Sartori sofreu para aprovar alguma medidas na Assembleia contra a crise fiscal. O sr. acredita que consegue essas aprovações?

Estamos confiantes que sim. Vamos usar o processo de transição como momento de refinamento da plataforma e dos projetos, para que no primeiro semestre de 2019 possamos levar os projetos mais importantes para a Assembleia. O primeiro ano não pode ser um estágio para aprender a governar.

O sr. declarou apoio a Jair Bolsonaro com “ressalvas”.

Declarei voto no Bolsonaro e não deixei de fazer as ressalvas e as críticas aos pontos que eu acho que merecem, especialmente no que diz respeito à convivência pacífica entre as pessoas.

Quais são suas propostas para a Segurança?

Vamos melhorar a articulação entre as polícias, fazer parcerias com os municípios na área da prevenção que unam assistência social, educação e saúde. E estudamos a criação de uma Secretaria de Administração Penitenciária.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.